Rema Campos vence duelo na Argentina

Contrariando todas as expectativas da equipe da casa, o Rema Campos venceu 4 das 7 provas disputadas na Argentina, provando mais uma vez que investir em esporte vale a pena. A equipe, que deixou a cidade no último sábado, dia 14, viajou mais de 40 horas para participar de um duelo contra a equipe argentina Teutonia, e acabou levando o título da competição nas provas Skiff Infantil, com Kevim Sá Damasceno, Skiff Aspirante, com Marcelo Junio Mendes de Oliveira, Double Aspirante, com Fabrício Teodoro dos Santos e Lucas Lopes Marins Azeredo e a prova mais esperada nas regatas, o Oito Com (ou Oito Gigante). “O entusiasmo e a alegria dos nossos meninos contagiou a todos durante a Regata... esse resultado foi bastante merecido! Essa viagem é um marco na história do remo de Campos, e agradecemos o patrocínio e apoio da PETROBRAS, da Prefeitura Municipal de Campos e da Coagro, Vital Engenharia, SVG Construções e Consultoria, Ortolink e Itakorea, empresas socioresponsáveis que acreditaram no potencial dos nossos atletas e tornaram esse sonho possível.”, finaliza Dimisson Nogueira, presidente da Associação de Remo de Campos. A delegação do Rema Campos está com chegada prevista a nossa cidade no próximo sábado, dia 21, ao meio-dia. Na bagagem, momentos que ficarão guardados para sempre na memória de cada um deles e a certeza de que é possível ultrapassar as fronteiras sociais em busca de novos desafios.














VAMOS BRINCAR DE GANGORRA, MEU AMOR?

VAMOS BRINCAR DE GANGORRA, MEU AMOR?

Quando um está mal, o outro deve estar bem.

Quando um está irritado, o outro deve ser paciente.

Quando um está cansado, o outro deve encontrar disposição.

Quando um adoece, o outro deve mostrar saúde.

Quando um se envaidece de razão, o outro deve ser humilde no 
cuidado.

No casal, as fraquezas não podem convergir. Não podem ocorrer simultaneamente.

Se vê que sua parceira explodiu, escolha um momento distinto para desabafar e reclamar. Recue de sua catarse. Deixe para o dia seguinte. Ela nem irá ouvi-lo no acesso de cólera.

Quando os dois decidem ser a parte mais fraca do relacionamento, os laços sucumbem.

Não podem ocupar o mesmo papel, o mesmo script. Só há vaga para um protagonista em cada crise. Alguém terá que ser coadjuvante. 

Dois vilões no mesmo filme geram divórcio.

A alternância é o segredo da convivência. Mudar de lugar sempre, analisar quem mais precisa e ceder se for necessário.

O que traz estabilidade é a gangorra: quando a mulher cai, o homem estende o braço, quando o homem vacila, a mulher acode.

A separação acontece quando duas chagas conversam procurando mostrar qual é a mais funda. É quando duas feridas travam uma guerra buscando sangrar mais, e nenhum dos lados estanca a própria carência.

O sofrimento acentua o orgulho, a dor agrava a cegueira, a  ansiedade de resolver logo a discordância apenas abre a porta para o fim.

É uma disputa do desespero, e o casal se afoga nas mágoas. Não haverá sequer um salva-vidas acordado.

Ainda que sobre paixão, ainda que reste confiança, nada segura o momento em que os dois coincidem em enlouquecer. A loucura  exige troca de plantão.

O casal é capaz de destruir uma história linda e promissora por  uma noite de fúria.

A esposa e o marido se transformam em crianças, e crianças abandonadas em casa berrando e com medo. Tentarão gritar alto para chamar os vizinhos e denunciar os maus-tratos. E vão se indispor e se ofender tanto, e vão se provocar e se agredir tanto, que depois é difícil cicatrizar.

Um tem que ser adulto na hora do pânico. Um tem que ser responsável. Um tem que ser forte o suficiente para preservar as fraquezas do amor.

Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, p. 2, 10/12/2013
Porto Alegre (RS), Edição N° 17640