VIII Conferência Municipal da Assistência Social

O Conselho Municipal de Assistência Social – CMAS tem o prazer de convidá-los para participar da VIII CONFERÊNCIA MUINICIPAL DA ASSISTÊNCIA SOCIAL


TEMA “Participação e Controle Social no SUAS”, que será realizada nos dias 29 e 30 de julho do corrente ano. O credenciamento e a abertura serão realizados no dia 29/07, na Plenária da Câmara Municipal, situada à Av.: Alberto Torres, 334, Centro. As atividades do dia 30/07 serão realizadas no Mini-Fórum da Faculdade de Direito de Campos, situada à Rua Tenente Coronel Cardoso, 384, Centro.

Objetivo Geral: Discutir e avaliar a participação popular e o exercício do controle social no âmbito do SUAS – Sistema único da Assistência Social.
Inscrição: As inscrições poderão ser efetuadas, por meio de ofício, encaminhado à Comissão Organizadora, até o dia 27 de julho, exceto final de semana, das 13h às 17h. na sede (provisória) do CMAS, situado à Rua Barão de Miracema, 335-Centro, das 13h. às 17h ou no site www.campos.rj.gov.br.

Todos poderão se inscrever como participantes, mas como delegados, com direito à voto, só poderão se inscrever os representantes de entidades de atendimento e demais entidades da Sociedade Civil Organizada, dentre as quais, representantes de entidades de profissionais da área e formadoras, prestadora de serviços na área da assistência, entidade representante de usuários, entidades e associações comunitárias, entidades e associações portadores de deficiência, entidades ou associações de idosos e entidades ou associações representantes de trabalhadores; bem como representantes das diversas secretarias de governo, entretanto, cada entidade ou secretaria terá direito a inscrever, na condição de delegado, apenas dois representantes, sendo um titular e um suplente. Vale destacar que não serão aceitas inscrições de delegado fora do prazo designado anteriormente.

PROGRAMAÇÃO:

29/07/2009
17h – Credenciamento
18h e 30 min. – Abertura Solene
19h – Conferência - Tema “Participação e Controle Social no SUAS” – Sistema Único de Assistência Social.
20h e 30 min - Debate
21h – Apresentação Cultural

30/07/2009

8h. – Leitura e Aprovação do Regimento Interno
08h e 30 min – Palestra “ Expressões da Questão Social em Campos dos Goytacazes”.

Prof. José Vianna da Cruz - ESR-UFF- Sociólogo-Dr em Planejamento Urbano e Regional
09h e 30 min. - Debate

10h Mesa Redonda. “O SUAS e o Desafio da Intersetorialidade”. Secretarias de Assistência, Saúde, Educação, EMHAB e Trabalho e Renda.
11h – Debate
12h – Brunch
13h – Palestra – “ A Implementação do SUAS sob a Ótica do Usuário e na Perspectiva do Controle Social”
Sra. Lea Braga – Assistente Social, Ex-Presidente do CFESS e Secretária Municipal de Ação Social de Sete Lagoas – MG.
14:30h – Debate.
15h – Grupos/Eixos Temáticos
16h – Plenária Final e Eleição de Delegados

Atenciosamente,

Renato Gonçalves dos Santos - Presidente do CMAS

Estudantes mobilizados por uma nova FEC





Fotos: Sagaz Carvalho

FEC para os estudantes. Com esse objetivo, lideranças estudantis de todas as escolas se encontraram na tarde de hoje (28) no Auditório do Instituto Federal Fluminense (IFF) para discutir a reconstrução da Federação dos Estudantes de Campos (FEC). O Conselho Municipal de Entidades de Base (COMEB) foi convocado pelos grêmios estudantis e aprovou a convocação do Congresso, que irá eleger a nova diretoria da FEC.

O encontro contou com a participação de várias autoridades e ex-dirigentes da FEC, que manifestaram seu apoio à reconstrução da entidade. Pessoas como Romualdo Braga, ex-presidente da FEC em 1995, Paulo Albernaz, ex-presidente da entidade em 1963 e Ailton Alves da Silva, ex-presidente em 1961, contaram um pouco da história da entidade e se emocianaram ao relembrar o passado. Também marcaram presença, o presidente do Conselho da Criança e do Adolescente e ex-presidente do Grêmio do IFF, Mário Lopes, além de Guiomar Valdez, coordenadora-geral do SINASEFE.

"A minha geração teve como arma a luta pela democracia. Hoje, em outra conjuntura, minha esperança se renova, porque vejo estudantes com garra e sangue querendo construir outras lutas", afirmou Romualdo Braga, que participou da reconstrução da FEC em 1993, quando o movimento cara-pintada estava no auge.

De acordo com Saulo Maciel, presidente do grêmio do ISEPAM, o COMEB teve a participação de cerca de 70 estudantes de 14 escolas diferentes. Uma das preocupações dos estudantes foi com a lisura e a democracia do encontro. Segundo ele, toda a documentação será entregue ao Ministério Público afim de dar trasparência ao processo eleitoral.

"Os grêmios estudantis estão mobilizados para reconstruir a FEC e fazer os estudantes voltarem a ter voz ativa. Nossa intenção é acabar com a imagem ruim que a entidade deixou nos últimos anos", disse ele, ressaltando que é fundamental a participação de todos os estudantes.

A diretora de escolas técnicas da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Gabrielle D'Almeida, participou do COMEB e disse que esse é um momento histórico para o movimento estudantil nacional.

"A FEC é a entidade secundarista mais antiga do Brasil. Reerguer a entidade será resgatar a memória das lideranças que lutaram pelos direitos dos estudantes em Campos. A entidade precisa pautar os interesses dos estudantes, como o passe-livre e a meia-entrada", disse Gabrielle, lamentando que as últimas gestões tenham usado a entidade como fábrica de carteirinhas.

Os delegados do COMEB aprovaram uma Comissão de Organização, composta por dez estudantes, que será a responsável pela condução do processo eleitoral. O regimento aprovado estabelece o período de 03 à 21 de agosto para a eleição dos estudantes delegados nas escolas e definiu o dia 25 para a realização do Congresso da FEC. Todo processo eleitoral poderá ser acompanhado pelos estudantes em um blog que será criado.

FEC -
A Federação dos Estudantes de Campos foi inicialmente criada em 1904, sendo então reestruturada em 1933, com o objetivo de lutar pelas causas dos estudantes campistas. O primeiro Congresso dos Estudantes Campistas aconteceu em 1945, já a primeira carteirinha da FEC foi emitida um ano depois e tinha como objetivo possibilitar o direito da meia-entrada no cinema. Fechada no período da ditadura militar, estudantes refundaram a entidade em 1993, ocupando às ruas e conquistando o passe-livre.

COMEB da FEC

Hoje, às 14 horas acontecerá no IF-Fluminense, o Conselho Municipal de Entidades de Base (COMEB) da Federação dos Estudantes de Campos (FEC). O evento contará com a participação de cerca de 100 estudantes, além da presença de autoridades, membros da sociedade civil organizada, sindicalistas e ex-presidentes da FEC.
Na ocasião, os grêmios estudantes irão convocar o Congresso de Reconstrução da FEC e aprovar o seu regimento. O COMEB terá a participação da diretora de escolas técnicas da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Gabrielle D'Almeida e do diretor de grêmios da UBES, Deivis Rodrigues.

FEC - A entidade estudantil é a mais antiga do Brasil. Fundada em 1933, a FEC é mais antiga do que a UNE e a UBES. Durante o período da ditadura militar, a FEC foi desorganizada, tendo sua reorganização acontecido em 1993. Recentemente, a FEC estava sem gestão e esteve envolvida em polêmicas envolvendo o uso da entidade para fins político-partidário e na fraude das carteirinhas, onde ex-dirigentes da entidade, desviaram o dinheiro pago por estudantes para a confecção da mesma.

FEC será reconstruída


Era uma vez... Assim pode ser contada a história da Federação dos Estudantes de Campos (FEC). A entidade estudantil é a mais antiga do Brasil, fundada em 1933, e já foi palco de diversas lutas. Porém, durante os últimos anos, a FEC permaneceu sem gestão e foi alvo de polêmicas que afastaram os estudantes da sua representante.

Mas esse quadro está com os dias contados para terminar. Estudantes de várias escolas se organizam para reconstruir a entidade. O movimento convocou o Conselho Municipal de Entidades de Base (COMEB) para a próxima terça-feira (dia 28) às 14 horas no auditório do IF-Fluminense.

Com o tema "Fazer o movimento, reconstruir a FEC!", o COMEB contará com a participação de vários grêmios estudantis. Na pauta de discussão está a convocação do próximo Congresso da FEC, onde será eleita uma nova diretoria para a entidade.

De acordo com Hugo Pereira, presidente do Grêmio do Liceu de Humanidades de Campos, todos os grêmios estudantis e os estudantes estão convidados para participar do Conselho. Segundo ele, a idéia é fazer um COMEB democrático, onde todos possam dar sua opinião e colaborar com a reconstrução da entidade.

"O COMEB é a instância que convoca o Congresso e onde as decisões são tomadas. Estamos na imprensa, para convidar todos os estudantes à participarem", disse Hugo, que participará do Conselho juntamente com grêmios de escolas importantes, como o IFF, o ISEPAM e outros.

Para o estudante Maycon Prado, do C.E. Desembargador Álvaro Ferreira Pinto, reconstruir a FEC é reconstruir a história do movimento estudantil de Campos. Para ele, a próxima gestão da FEC terá a missão de apagar a mancha que a entidade obteve nos últimos anos.

"Nós precisamos de uma entidade para representar os estudantes e olhar para a questão do passe-livre e da meia-entrada, por exemplo. A FEC formou muitas lideranças e tem uma história muito bonita", afirmou Maycon, ressaltando que defende uma entidade democrática e independente.

O Conselho Municipal de Entidades de Base da FEC tem entrada franca e é aberto a todos que queiram participar. Maiores informações podem ser obtidas pelo email comebdafec@gmail.com.

Augusto Chagas (novo presidente da UNE): Mídia na contramão

O Congresso da UNE: cobertura inescrupulosa

Em artigo publicado nesta sexta-feira (24) no site da revista Carta Capital, o presidente recém-eleito da UNE denuncia o " tom maldoso e até inescrupuloso" da grande mídia na cobertura do 51º Congresso da entidade. E desafia os jornalões: "Declarem que de hoje em diante não aceitam um centavo em dinheiro público e faremos o mesmo! De nossa parte temos a certeza que seguiremos nossa trajetória!" Veja a íntregra.


O Congresso da UNE: cobertura inescrupulosa

O tratamento dispensado por parte da chamada grande mídia às organizações do movimento social no Brasil sempre foi o da desqualificação, criminalização e combate aberto. Com a UNE a situação não é diferente, mas houve, no último período, uma elevação no tom maldoso e até inescrupuloso com o qual esses veículos têm tratado a entidade que representa os estudantes universitários brasileiros.


A UNE acaba de sair do seu 51º Congresso, um dos mais importantes e o mais representativo da sua história. Mais de 2.300 instituições de ensino superior elegeram representantes a este fórum, contabilizando as impressionantes marcas de 92% das instituições envolvidas, mais de 2 milhões de votos nas eleições de base e de 4 milhões e meio de universitários representados.


Nosso Congresso mobilizou estudantes de todo o país, que por cinco dias debateram o futuro do Brasil – a Popularização da Universidade, Reforma Política, Democratização da Mídia, Defesa do Pré-Sal, etc. Se a imprensa brasileira trabalhasse a favor da democracia, esses assuntos seriam manchete em todos os jornais, rádios e canais de televisão e a disposição da juventude em lutar por um país melhor seria divulgada.


No entanto, estes veículos nos dedicaram tratamento bem diferente nestas duas últimas semanas. Cumprindo com fidelidade o ensimanento de Goebbels – uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade – a mídia escandalosamente busca subterfúgios para atacar a UNE, taxando-a de governista, vendida, aparelhada e desvirtuada de seus objetivos. Com isso, tenta impor a todos os seus pontos de vista, sem qualquer mediação ou abertura para apresentar o outro lado da notícia.


Uma destas grosserias tem a ver com o recebimento de patrocínios de empresas públicas por parte da entidade. A UNE nunca recebeu recurso público para aplicá-lo no que bem entendesse. Recebe sim, e isto não se configura em nenhuma irregularidade, apoio para a construção de nossos encontros. Tampouco, estas parcerias comprometeram as posições políticas da entidade. Não nos impediu, por exemplo, de desenvolver uma ampla campanha – com cartazes, debates, passeatas e pronunciamentos – exigindo a demissão de Henrique Meirelles da presidência do Banco Central, que foi indicado por este mesmo governo. Não nos furtamos de apresentar nossas críticas ao MEC por sua conivência ao setor privado da educação, como no caso do boicote que convocamos ao ENADE por dois anos consecutivos.


Mas, onde estavam os jornais, as TVs, rádios e revistas para noticiar essas manifestações? Reunimos, em julho de 2007, mais de 20 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios para pedir mudanças na política econômica do governo Lula e nenhuma nota foi publicada ou divulgada sobre isso.


Os mesmos jornais que se horrorizam com o fato de termos recebido recursos para reunir 10 mil estudantes de todo o Brasil não parecem incomodados em receberem, eles próprios, um montante considerável de verbas publicitárias do governo federal. Em 2008, as verbas públicas destinadas para as emissoras de televisão foram de R$ 641 milhões, já os jornais receberam quase R$ 135 milhões.


Ora, por qual razão os patrocínios recebidos pela UNE corrompem nossas ideias enquanto todo este recurso em nada arranha a independência destes veículos? A UNE desafia cada um deles: declarem que de hoje em diante não aceitam um centavo em dinheiro público e faremos o mesmo! De nossa parte temos a certeza que seguiremos nossa trajetória!


Com certeza não teremos resposta. Pois não é esta a questão principal. O que os incomoda e o que eles querem ocultar é a discussão sobre o futuro do Brasil e a opinião dos estudantes.


Não querem lembrar que durante a década de 90 os estudantes brasileiros – em jornadas ao lado das Centrais Sindicais, do MST e de outros movimentos sociais - saíram às ruas para denunciar as privatizações, o ataque ao direito dos trabalhadores e a ausência de políticas sociais. Que foram essas manifestações que impediram o governo Fernando Henrique Cardoso de privatizar as universidades públicas através da cobrança de mensalidades.


Não reconhecem que após a eleição do presidente Lula, a UNE manteve e ampliou suas reivindicações. Resultado delas, conquistamos a duplicação das vagas nas universidades públicas, o PROUNI e a inédita rubrica nacional para assistência estudantil, iniciando o enfrentamento ao modelo elitista de universidade predominante no Brasil. Insinuam que a UNE abriu mão de suas bandeiras históricas, mas esquecem que não há bandeira mais importante para a tradição da UNE do que a defesa de uma universidade que esteja a serviço do Brasil e da maioria do nosso povo!


Não se conformam com a democracia, com o fato de termos um governo oriundo dos movimentos sociais e que, por esta trajetória, está aberto a ouvir as reivindicações da sociedade.


A UNE não mudou de postura, o que mudou foi o governo e o Brasil e é isso que os conservadores e a mídia que está a serviço desses setores não admitem. Insistem em dizer que a UNE nasceu para ser ‘do contra’. Rude mentira que em nada nos desviará de nossa missão!


Saibam que estamos preparados para mais editoriais, artigos, comentários e tendenciosas ‘notícias’. Contra suas pretenções de uma sociedade apática, acrítica e sem poder de contestar os rumos que querem impor ao nosso país, eles enfrentarão a iniciativa criativa e mobilizadora dos estudantes na defesa de um novo Brasil. Há de chegar o dia em que teremos uma comunicação mais justa e equilibrada. A UNE e sua nova diretoria estão aqui, firmes e à disposição do verdadeiro debate de rumos para o Brasil!


* Artigo originalmente publicado no site da revista Carta Capital (http://www.cartacapital.com.br)

A UNE, a mídia torpe e o processo civilizatório

por Osvaldo Bertolino*


O coro alucinado na toada fria e implacável das invectivas contra a União Nacional dos Estudantes (UNE) é mais um exemplo de que falta à mídia elementos básicos ao exercício do jornalismo — como caráter e espírito democrático, valores que deveriam ser preservados sob quaisquer circunstâncias.

Chamo de caráter a capacidade de manter princípios, independente da situação e do momento. O contrário disso é o casuísmo — quando o sujeito troca de premissas, de opinião e de ponto-de-vista ao sabor daquilo que está acontecendo ao seu redor naquele instante. Casuísmo, como está claro, é um dos aspectos da falta de caráter.

O casuísmo aqui, como no dito popular, é bater na canga para o boi andar. Ou seja: batem na UNE para atingir o governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva — assim ocorre, vire e mexe, também com o MST, com o movimento sindical e com outras organizações de origem popular. É a campanha da direita para criminalizar os movimentos sociais. Outro valor fundamental da civilização é a democracia. Esse deveria ser um alicerce inegociável na construção de cada um de nós. No entanto, é de assustar o quanto a democracia anda frágil no convívio jornalístico da mídia. Estamos vendo isso ao vivo e em cores nessa cruzada contra a entidade máxima dos estudantes.

Falta para essa gente que comanda a mídia civilidade. Liberdade de expressão não é um direito hierarquicamente superior aos demais direitos e garantias individuais e coletivas. Na Constituição está no mesmo patamar o direito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das pessoas. Todos igualmente invioláveis e indispensáveis. É preciso haver um equilíbrio entre eles. A defesa da liberdade de expressão exige protegê-la contra abusos como estes. Na democracia, são tarefas conciliáveis. Fora disso, a “liberdade de imprensa” não passa de balela.

Conclusão inescapável

Essa civilidade poderia ser fruto de uma sociedade mais madura do que a nossa, em que a democracia seria de fato um valor essencial, cravado mais fundo na nossa alma. Seria fruto de uma sociedade com a consciência de que existem regras mínimas de convivência que se não forem levadas a sério acabam levando ao caos social e à guerra entre concidadãos. Numa palavra: falta a essa gente levar a sério a serventia da democracia. Democracia é, acima de tudo, reconhecer os direitos do outro. No meio jornalístico da mídia, costuma-se pensar em democracia como garantia para seus abusos. Podendo, ele cassa os direitos dos seus adversários — como ocorre de modo flagrante nesse caso.

O que está se passando com a UNE é ignóbil, abjeto. Há caso de ultraje pessoal. O Blog do Noblat, por exemplo, publicou que o presidente eleito da entidade, Augusto Chagas, tem “cara de néscio, jeito de néscio e pensa como néscio”. Ele é descrito como um mentecapto, “cevado pelo PCdoB” para “repetir velhos clichês” e “defender posições ditadas por seu partido”. É um jornalismo asqueroso, indigno e vil. “Quer dizer: a UNE vai de Dilma Rousseff. Nada mais natural”, diz o post, revelando o motivo politiqueiro para tamanha torpeza. Essa gente tem o hábito de julgar os outros pelos seus defeitos. Sórdidos, brandem patrocínios de entidades estatais aos eventos dos estudantes para agredir a lógica — como se eles não recebessem quantias infinitamente superiores para difundir suas torpezas.

Filme Twister

O controle da liberdade de imprensa no Brasil pelo poder econômico não será removido enquanto este modelo de jornalismo alicerçado pelo golpe militar de 1964 — promovido pelos grupos privados para assaltar o Estado e moldá-lo à sua imagem e semelhança — não for demolido. Os grupos que controlam com poderes ditatoriais a liberdade de expressão no Brasil pretendem controlar, ao mesmo tempo, as verbas publicitárias, o trabalho dos jornalistas, os meios audiovisuais de comunicação, a produção cultural, as informações prestadas por funcionários federais, os sigilos bancário e fiscal dos cidadãos e as ações do Ministério Público. A conclusão é inescapável: os grupos que controlam a mídia brasileira fogem da democracia como o Diabo da água benta.

O que está realmente em jogo nisso tudo é uma diferença essencial no entendimento do que seja liberdade de expressão. Quem se opõe a esses grupos acredita em algo muito simples: os meios de comunicação que publicam informações erradas, cometem injustiças, causam danos ao público e aos indivíduos, atentam contra a lógica e ofendem o país — e até o vernáculo — não deveriam contar com a impunidade para cometer abusos indefinidamente. Afinal, a julgar pelo noticiário vivemos uma sucessão infernal de crises: elas mal começam a pipocar, em pouco tempo desaparecem, se esfumaçam como aqueles tufões que aparecem no filme Twister.

Emoções e realidade

É uma tentativa desesperada de subverter os resultados das pesquisas que dão altos índices de popularidade ao governo Lula. O Brasil conhece bem, e há muitos anos, a situação de ter dentro de si diversos países diferentes convivendo ao mesmo tempo. No presente momento, a diferença que mais chama a atenção é a existente entre o Brasil da calamidade e o Brasil do progresso. O primeiro, como dizem os mestres-de-cerimônia ao introduzir algum personagem que todo mundo conhece, dispensa apresentações: é o Brasil da elite em particular e da mídia, visível todo dia e a qualquer hora num noticiário político que cada vez mais se parece com os programas de palhaçadas.

O segundo Brasil é o país do trabalho, do mérito e do progresso — tão real, tão visível e tão vigoroso em suas virtudes quanto o primeiro é vigoroso em seus vícios. A questão mais relevante do momento, do ponto de vista prático, é determinar até onde o país da mídia pode piorar — e os fatos mostram que ele tem tudo para continuar piorando — sem que isso torne inviável o país do avanço. É muito fácil, diante da degeneração crescente da mídia, concluir que o filme já terminou e o bandido acabou ganhando.

Mais difícil, porque dá mais trabalho, é separar as emoções das realidades — e quando se faz essa tarefa com aplicação e cabeça fria o que começa a tomar forma é a possibilidade de que esteja ocorrendo exatamente o contrário. A direita continua perdendo terreno. Como diria Lula, o que se pode dizer com certeza, hoje, como nunca antes na história deste país, é que encontram-se em operação forças positivas que jamais haviam se manifestado de forma simultânea. O problema é que isso faz aflorar o que há de pior na mentalidade da direita. Só mesmo golpes baixos para reverter essa situação. É nisso que os golpistas apostam.

Um incêndio por dia

Seria ótimo se este processo pudesse evoluir a ponto de passar o Brasil a limpo realmente — de alto a baixo, de forma justa, ética, democrática e séria. Mas no jogo político da direita, infelizmente, a torpeza é moeda corrente. O problema é que o país já está em campanha eleitoral e a mídia tem o seu programa de governo. Oportunistas de diferentes matizes e chacais enraivecidos são acionados diuturnamente para difundi-lo. Nessa selva, nunca se sabe onde está o inocente útil e onde está o vilão oportunista. O jogo é pesado.

Será preciso muita estabilidade emocional para enfrentar o que vem por aí. As cidadelas da direita já deixam antever sua baixa tolerância às contrariedades. Dá para imaginar como o campo conservador reagirá diante da realidade hostil ao seu projeto de governo daqui para frente. Vamos enfrentar um incêndio por dia. Eles ignorarão o povo, com o qual não conseguem dialogar, e o próprio bom senso para impor o seu coquetel anti-Lula. O ataque cerrado à UNE faz parte desse jogo sujo da direita.

Fonte: Portal Vermelho

Calendário de Pagamento do PIS 2009/2010


Saiba mais

O que é

O PIS é um programa criado pelo Governo Federal, que tem a finalidade de promover a integração do empregado na vida e no desenvolvimento das empresas, viabilizando melhor distribuição da renda nacional.

A quem se destina

Ao empregador do setor privado, a quem cabe providenciar o cadastramento do trabalhador admitido e que não comprove estar inscrito no PIS - Programa de Integração Social ou no PASEP - Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público.

Como funciona

O cadastramento no PIS é feito pelo empregador, na primeira admissão do trabalhador, por meio do formulário Documento de Cadastramento do Tabalhado - DCT, que pode ser impresso na página de documentos para download. Depois disso, o empregado recebe um cartão contendo o seu número de inscrição. Esse documento permite a consulta e saques dos benefícios sociais a que o trabalhador tem direito, como FGTS e Seguro-Desemprego, por exemplo.

Fonte: CAIXA

FEC será reconstruída


Era uma vez... Assim pode ser contada a história da Federação dos Estudantes de Campos (FEC). A entidade estudantil é a mais antiga do Brasil, fundada em 1933, e já foi palco de diversas lutas. Porém, durante os últimos anos, a FEC permaneceu sem gestão e foi alvo de polêmicas que afastaram os estudantes da sua representante.


Mas esse quadro está com os dias contados para terminar. Estudantes de várias escolas se organizam para reconstruir a entidade. O movimento convocou o Conselho Municipal de Entidades de Base (COMEB) para a próxima terça-feira (dia 28) às 14 horas no auditório do IF-Fluminense.


Com o tema "Fazer o movimento, reconstruir a FEC!", o COMEB contará com a participação de vários grêmios estudantis. Na pauta de discussão está a convocação do próximo Congresso da FEC, onde será eleita uma nova diretoria para a entidade.


De acordo com Hugo Pereira, presidente do Grêmio do Liceu de Humanidades de Campos, todos os grêmios estudantis e os estudantes estão convidados para participar do Conselho. Segundo ele, a idéia é fazer um COMEB democrático, onde todos possam dar sua opinião e colaborar com a reconstrução da entidade.


"O COMEB é a instância que convoca o Congresso e onde as decisões são tomadas. Estamos na imprensa, para convidar todos os estudantes à participarem", disse Hugo, que participará do Conselho juntamente com grêmios de escolas importantes, como o IFF, o ISEPAM e outros.,


Para o estudante Maycon Prado, do C.E. Desembargador Álvaro Ferreira Pinto, reconstruir a FEC é reconstruir a história do movimento estudantil de Campos. Para ele, a próxima gestão da FEC terá a missão de apagar a mancha que a entidade obteve nos últimos anos.


"Nós precisamos de uma entidade para representar os estudantes e olhar para a questão do passe-livre e da meia-entrada, por exemplo. A FEC formou muitas lideranças e tem uma história muito bonita", afirmou Maycon, ressaltando que defende uma entidade democrática e independente.


O Conselho Municipal de Entidades de Base da FEC tem entrada franca e é aberto a todos que queiram participar. Maiores informações podem ser obtidas pelo email comebdafec@gmail.com.

A pracinha da minha infância

Obras na Praça da República - Foto: Francisco Isabel

Na década de 90, estudava no Colégio Estadual José do Patrocínio, uma escola pública, sucateada como as demais naquele momento, não tínhamos bons laboratórios, nem salas de aulas confortáveis, apenas uma quadra de cimento descoberta era utilizada para a prática esportiva, muitas vezes sem orientação, pois o professor de educação física aparecia de vez em quando, para mostrar uma das bicicletas importadas de sua coleção, o cara era fascinado pelos modelos americanos da marca Trek, algo muito distante da realidade social dos inúmeros alunos daquele estabelecimento de ensino, que chegavam para estudar com suas Calois, Monarks, Monaretas e outras magrelas sem marcas, algumas até mesmo conhecidas como “resto de oficinas”, pois eram montadas com as peças de outros modelos.

Mas enfim, o momento de ir para casa era dos mais esperados, pois iria aguardar o ônibus na pracinha em frente a Igreja do Rosário, mais conhecida como a Igreja do Saco, no Parque Leopoldina.

Saudades daquele tempo, onde o brinquedo conhecido como “trepa-trepa” me proporcionada algumas cicatrizes, pois desafiar a gravidade era algo muito comum naquele momento, assim também como seus balanços de ferro, onde empurrar minha irmã Ana Maria e outros colegas de classe era algo fascinante, muitas vezes com o intuito de que eles caíssem do brinquedo para ficar rindo deles.

A gangorra, e seu sobe e desce os túneis, e naquele mágico lugar também foi palco das primeiras descobertas, os primeiros beijos, as primeiras namoradas do colégio, ficar abraçado nos bancos da praça, o mágico momento da troca de afagos, carinhos, os beijos ardentes que despertavam as novas sensações nos corpos em fase de transformação das crianças que se tornavam adolescentes.

Quando o ônibus aparecia na esquina da rua Dr. Mattos, era aquele corre-corre, anunciando que era hora de acordar, o sonho acabou e a realidade se apresentava, agora só no dia seguinte para voltar à escola e aguardar o retorno e os momentos mágicos que só eram possíveis na pracinha.

Hoje, morando no Flamboyant, tenho a oportunidade de passear com meu filho, em duas pracinhas, arborizadas, bem conservadas, com alguns brinquedos, mas tudo isso uma exceção, numa cidade marcada pela desigualdade social, pois já vivi a realidade de morar no Parque São José, em Guarus, onde existe apenas uma praça, com uma marquise para abrigar passageiros de ônibus e sem nenhum brinquedo, um reflexo das praças dos bairros distantes da área central da cidade.

Uma outra praça que fez parte da minha realidade, foi a Praça da República, esta no Centro da cidade, bem ao lado da Rodoviária, um lugar arborizado, que recebeu num determinado momento o pomposo nome de “Bosque da Juventude”, tinha uma pista de skate, quadras polivalentes, pista de bicicross, um palquinho, que o tempo e a falta de manutenção tornaram o lugar, não mais atrativo para crianças e adolescentes, virou cenário para consumo de drogas, prostituição, abrigo de mendigos e meliantes.

Uma reforma foi iniciada no governo passado, depois de tantas promessas, e que deve ser concluída pelo atual governo.

As praças podem ser espaços para a socialização, para a prática esportiva e as diferentes formas de manifestações de projetos sociais e culturais, principalmente com as ações que ocupem jovens e adolescentes que hoje são alvos fáceis das drogas, da criminalidade, sendo a parcela da sociedade que mais cresce nas estatísticas de assassinados e execuções a tiro.

Torçamos muito para que o atual governo construa e reforme as praças existem na cidade, ocupando-as, não apenas para enriquecer os empreiteiros/construtores, mas para proporcionar a tão gasta “qualidade de vida” para todos aqueles que habitam ou estão de passagem pela cidade.

Por que tantos jovens são assassinados

da Folha Online

Durante dois anos, um ex-pichador chamado Djan ajudou a produzir a mais completa investigação sobre o universo clandestino da pichação, resultando num documentário ainda inédito no Brasil. Nunca se conseguiram imagens tão íntimas dessa tribo urbana, inclusive das invasões da Bienal e da Faculdade Belas Artes --coloquei trechos do documentário no Catraca Livre. Esse documentário ajuda a entender pesquisa que acaba de ser divulgada pelo Unicef sobre o assassinato de adolescentes no país.

O que se vê no documentário é como as mais variadas formas de violência como a falta de escola, de cultura, de lazer, de emprego, acabam gerando uma falta de perspectiva --e, nessa falta de perspectiva, combinada com a sensação de impunidade, está a raiz.

As periferias são usinas de marginalidade justamente porque não produzem perspectivas, o que impede os indivíduos de desenvolverem uma identidade e de se expressarem. No documentário, vemos que o motor do pichador é, de forma selvagem e violenta, escapar do anonimato e da invisibilidade.

Isso acaba explicando por que somos cada vez mais violentos --e nossas cidades (e almas) cada vez mais pichadas.

Produzido por João Wainer e Roberto Oliveira, o documentário "Pixo" é uma das melhores reportagens investigativas que já vi sobre a exclusão na cidade de São Paulo. É daquelas obras que ficarão na história por revelar a alma de uma cidade.

Foz do Iguaçu (PR) lidera ranking de homicídios entre adolescentes no país

LORENNA RODRIGUES - da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 15h08.

A cidade de Foz do Iguaçu (PR) lidera o ranking de homicídios entre adolescentes no país segundo estudo que tem como base dados de 2006 e foi divulgado nesta terça-feira pelo governo federal, Unicef e uma ONG ligada a comunidades carentes.

A faixa etária do estudo compreendeu adolescentes com idades entre 12 a 19 anos habitantes de 267 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes.

A partir de um cálculo que levou em conta mortes ocorridas em grupo de mil jovens, foi estabelecido o IHA (Índice de Homicídios na Adolescência). O IHA de Foz de Iguaçu é de 9,7 mortes. O índice em Foz do Iguaçu é de cerca de três vezes e meio a mais do que a média nacional, de 2,03.

Em segundo lugar no ranking está a cidade de Governador Valadares (MG), que registrou 8,5 mortes a cada grupo de mil e Cariacica (ES), IHA de 7,3.

O estudo criado em parceria pela SEDH/PR (Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República), o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e Observatório das Favelas projeta que entre os anos de 2006 a 2012 cerca de 33 mil adolescentes não chegarão aos 19 anos de idade pois terão sido vítimas de mortes violentas.

Sexo e cor

O levantamento apontou que a probabilidade de um adolescente do sexo masculino ser vítima de homicídio é 12 vezes superior em relação ao sexo feminino.

No caso da cor, a taxa de negros vítimas de homicídio é três vezes superior aos de brancos.

Mais de 33 mil adolescentes serão assassinados até 2012 no Brasil

LORENNA RODRIGUES - da Folha Online, em Brasília

Mais de 33 mil adolescentes serão assassinados entre 2006 e 2012, prevê o IHA (Indicador de Homicídios na Adolescência), divulgado nesta terça-feira pelo governo federal, Unicef e Observatório de Favelas. De acordo com o estudo, de cada mil adolescentes que completam 12 anos no Brasil, 2,03 são mortos por homicídio antes de completar 19 anos. Foram analisados dados de 2006 de 267 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes.

A cidade de Foz do Iguaçu (PR) lidera o ranking de mortes violentas entre adolescentes, com 9,7 mortes para cada grupo de mil adolescentes, segundo estudo, que tem como base dados de 2006. Em seguida vem Governador Valadares (MG), com 8,5 mortes e Cariacica (ES), com 7,3 mortes.

Entre as capitais, Maceió (AL) e Recife (PE) apresentam os piores números, com 6 mortes para cada mil adolescentes cada. O Rio de Janeiro vem em seguida, com 4,9 mortes. A cidade de São Paulo ocupa o 24º lugar entre as capitais com 1,4 morte a cada mil jovens.

Em números absolutos, porém, a capital paulista tem o segundo maior número de mortes de adolescentes entre as capitais, com 1.992 mortes, atrás apenas da cidade do Rio de Janeiro, que tem 3.423 mortes.

Armas de fogo

O especialista em violência Ignácio Cano, que participou da elaboração do estudo, chama atenção para a prevalência de mortes por arma de fogo na pesquisa. A chance do adolescente ser assassinado por esse tipo de arma é 3,29 maior do que por outros meios.

"Isso frisa a importância das políticas contra arma de fogo no Brasil como forma de diminuir a mortalidade", afirmou.

O estudo mostra ainda que as chances de adolescentes homens morrerem por violência é 11,9 vezes maior do que mulheres. Para negros, a chance é 2,6 maior do que para adolescentes brancos.

Ações

Canto disse que o estudo não identificou o motivo de cidades como Foz do Iguaçu e Governador Valadares aparecerem no topo do ranking. De acordo com a subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmem Oliveira, o governo constituiu um grupo de trabalho com gestores municipais para identificar motivos, áreas de risco e estabelecer metas e estratégias para enfrentar o problema.

São Paulo tem nove municípios com taxa zero de homicídio entre adolescentes

LORENNA RODRIGUES - da Folha Online, em Brasília

Dos 19 municípios que apresentaram taxa zero de homicídios entre adolescentes em 2006, nove estão no Estado de São Paulo, mostra o Indicador de Homicídios na Adolescência, divulgado nesta terça-feira pelo governo federal, Unicef e Observatório de Favelas. O estudo analisou dados daquele ano em 267 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes.

De acordo com o estudo, tiveram índice zero os municípios paulistas de Barretos, Bragança Paulista, Catanduva, Franca, Indaiatuba, Itapetininga, Jaú, Ourinhos e Sertãozinho.

A capital paulista ocupa o 151º lugar entre os municípios com 1,42 homicídio para cada grupo de mil adolescentes entre 12 e 18 anos. O número ficou abaixo da média nacional, que é de 2,03 mortes. Entre as capitais, São Paulo está em 24º lugar.

"Isso é fruto da queda dos homicídios que vem ocorrendo no Estado de São Paulo a partir de 2001. Comparativamente a outros estados, São Paulo apresenta uma situação bastante positiva", especialista em violência Ignácio Cano, que participou da elaboração do estudo.

Um em cada 500 adolescentes brasileiros vai ser morto até os 19 anos, revela estudo

Por: Fabiana Uchinaka - Do UOL Notícias - Em São Paulo - Atualizada às 14h28

Distribuição das mortes entre jovens por causas

Homicídios 46%
Mortes naturais 26%
Acidentes 22%
Suicídios 3%
Mortes mal definidas 3%


Pelo menos um em cada 500 adolescentes brasileiros será morto antes de completar 19 anos. A conclusão é do estudo feito pelo Laboratório de Análise da Violência da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), em parceria com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e com o Observatório de Favelas, que foi apresentado nesta terça-feira (21) pela Secretaria Especial de Direitos Humanos.

O levantamento, baseado nas informações sobre jovens de 12 a 19 anos de 267 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, calcula pela primeira vez o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), que mede a probabilidade de um adolescente ser assassinado. O valor médio do IHA brasileiro é de 2,03. Ou seja, 2,03 jovens em cada mil serão vítimas de homicídio.

A cidade com pior índice é Foz do Iguaçu (PR), onde 9,7 jovens são mortos a cada grupo de mil. Em seguida vem Governador Valadares (MG), com IHA de 8,5, e Cariacica (ES), com 7,3. O Rio de Janeiro aparece em 21ª lugar, com 4,9, e São Paulo está em 151º, com índice de 1,4.

Apenas duas capitais estão entre as 20 cidades com maior média de adolescentes assassinados: Maceió, em Alagoas, e Recife, em Pernambuco. Nas duas, o índice é de 6 jovens mortos a cada mil.

A estimativa é de que o número de jovens mortos chegará a 33.504 entre 2006 e 2012, sendo que metade desses crimes acontecerá nas capitais. A chance de um jovem morrer por arma de fogo é três vezes maior na comparação com outras armas.

Municípios por IHA

Foz do Iguaçu (PR) 9,7
Gov. Valadares (MG) 8,5
Cariacica (ES) 7,3
Olinda (PE) 6,5
Linhares (ES) 6,2
Serra (ES) 6,1
Duque de Caxias (RJ) 6,1
J. dos Guararapes (PE) 6,0
Maceió (AL) 6,0
Recife (PE) 6,0
Itaboraí (RJ) 6,0
Vila Velha (ES) 5,6
Contagem (MG) 5,5
Pinhais (PR) 5,5
Luziânia (GO) 5,4
Cabo Frio (RJ) 5,4
Ibirité (MG) 5,2
Marabá (PA) 5,2
Betim (MG) 5,0
Ribeirão das Neves (MG) 5,0


Para Raquel Willadino, coordenadora do Programa de Redução da Violência Letal Contra Adolescentes e Jovens do Observatório de Favelas, a revelação de que os homicídios respondem por quase metade das mortes entre adolescentes (46%) é "forte e expressa a dramaticidade do fenômeno da violência no Brasil".

Ela chama a atenção para o fato de a violência estar migrando das capitais para as cidades de médio porte. "Ainda não dá para apontar as causa dessa mudança, mas nosso grupo de trabalho pretende levar 22 pesquisadores a campo em 11 dessas regiões para fazer um levantamento e, depois de dois meses, identificar iniciativas promissoras e construir posições para o enfrentamento do problema", conta.

Sexo e cor

O estudo traz ainda dados por sexo e raça e revela que a chance de um jovem morrer por causas violentas é quase 12 vezes maior do que a de uma menina da mesma idade.

Já a probabilidade de um garoto negro ser assassinado é 2,6 vezes maior de que a de um branco. Em Rio Verde, em Goiás, essa probabilidade aumenta 40 vezes.

Segundo Rachel Willadino, esse perfil tem se repetido em diferentes estudos sobre violência. "São sempre os homens e os negros, moradores de favelas e periferia, as principais vítimas", enfatiza. "Mas as causa são plurais e resultam de dinâmicas diversas: mortes por brigas banais, por ação policial, por grupos de milícias, por grupos de extermínio, por envolvimento com o tráfico de drogas e também por conta da desigualdade social no nosso território. No caso das meninas, também há morte por exploração sexuais", completa.

Cidades paulistas com taxa zero de homicídio

Nove municípios de São Paulo aparecem no pé do ranking de violência entre adolescente, com índice de homicídios zero: Sertãozinho, Ourinhos, Jaú, Itapetininga, Indaiatuba, Franca, Catanduva, Bragança Paulista e Barretos.

Maranguape (CE), Codó (MA), Barbacena (MG), Conselheiro Lafaiete (MG), Divinópolis (MG), Abaetetuba (PA), Blumenau (SC), Teresópolis (RJ), Erechim (RS) e Jaraguá do Sul (SC) também aparecem entre as cidades menos violentas.

No entanto, a região sudeste do Brasil é a que concentra a maior parte dos municípios com alto IHA, principalmente por conta dos índices registrados na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), no entorno de Vitória (ES) e na região metropolitana do Rio de Janeiro.

O IHA ajuda a monitorar e serve para dimensionar de forma simplificada o impacto da violência neste grupo etário. As fontes para o cálculo do índice são o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde e os dados de população do IBGE, em 2006.

Fonte: UOL

Flashes do 51º CONUNE em Brasília-DF

O estudante da USP Augusto Chagas é o novo presidente da UNE

Augusto atribui ao fato de ter tido contato com o movimento estudantil no primeiro ano de faculdade aos 19 anos a ampliação de sua visão sobre o mundo



No Congresso mais representativo de sua história, a União Nacional dos Estudantes elegeu o paulistano Augusto Chagas, de 27 anos, são paulino declarado e fã de Telê Santana, estudante de sistemas de informação da Universidade de São Paulo (USP-Campus Leste). Augusto estará à frente de uma das mais importantes e tradicionais organizações da sociedade civil brasileira no próximo biênio.


A partir desse domingo (19), ele passa a figurar entre o seleto grupo dos que chegaram à presidência da UNE, nomes peso-pesado como José Serra, Aldo Arantes, Aldo Rebelo, Lindberg Farias e Orlando Silva Jr.


O novo presidente foi eleito com 71,8% dos votos pela chapa "Avançar nas mudanças" formada pelas forças Juventude Popular Socialista (JPS), Kizomba, Mudança, Mutirão e União da Juventude Socialista (UJS) e terá o compromisso de aprovar o Projeto de Lei da Reforma Universitária elaborado por estudantes de todo o Brasil em tramitação na Câmara dos Deputados, ver reerguida a nova sede da UNE na Praia do Flamengo e encampar a luta por mais acesso a universidade, ampliação do Programa Universidade para Todos (ProUni), pelo combate ao neoliberalismo, pela diminuição das desigualdades e distribuição de renda. "O Brasil vive um período em que os avanços democráticos são concretos e possíveis", avalia Augusto.


Augusto atribui ao fato de ter tido contato com o movimento estudantil no primeiro ano de faculdade aos 19 anos a ampliação de sua visão sobre o mundo. "Fazer parte do movimento estudantil é como cursar uma segunda universidade. É um espaço que favorece a formação humanista, de cidadão crítico e comprometido com seu papel na sociedade e na transformação do Brasil".
Nascido na capital paulista, Augusto morou em Rio Claro, interior do estado, onde presidiu o Diretório Acadêmico da Unesp-Rio Claro e o DCE da UNESP/Fatec e, por duas vezes, foi presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) nas gestões 2005-2007 e 2007-2009.


Com a experiência de quem esteve a frente da entidade que representa os universitários paulistas, ele sinaliza a radicalização nas pressões por mudanças no país, mobilizando um número cada vez maior de estudantes de diferentes linhas de pensamento para a lutas da UNE.


"Somos parte de uma nova era que discuti os avanços do Brasil, os avanços na educação e levantamos a bandeira do movimento estudantil, porque a UNE é parte de tudo isso e essa nova gestão, com Augusto presidente vai continuar a luta da entidade, que é uma luta história", disse Lúcia Stumpf, que passou o cargo neste domingo a Augusto.


À frente da UNE, Augusto é consciente da responsabilidade que tem em mãos e sonha com em fazer a União Nacional dos Estudantes do tamanho do país. O 51º Congresso da UNE aconteceu em Brasília, entre os dias 15 a 19 de julho, e reuniu cerca de 10 mil pessoas, sendo mais de 5 mil delegados com direito a voto, eleitos em 92% das instituições de ensino superior do Brasil.

51º CONUNE - Estudantes dão início a plenária final do 51º Congresso da UNE

O sábado é reservado ao debate de propostas. No domingo, estudantes elegem a nova diretoria da entidade
Fotos: Fabiano Seixas - BSB - 18/07/2009 - 10-17h

A primeira etapa da plenária final do 51º CONUNE teve inicio na manhã deste sábado. Estudantes de todo o país ocuparam as cadeiras no ginásio Nilson Nelson para debater as propostas sobre qual deve ser a linha de atuação da UNE no próximo período.

Foram aprovadas resoluções consensuais, moções de apoio e os estatutos de dois novos conselhos: o Fiscal, que será responsável pelo acompanhamento contábil da entidade e o Editorial, com o objetivo de ampliar e fortalecer os meios de comunicação da UNE como o site, revistas, jornais e boletins periódicos.

Os estudantes aprovaram ainda moções em defesa da regulamentação da profissão de historiador, apoio a campanha "Fora Yeda" no Rio Grande do Sul, repúdio a qualquer discriminação contra mulheres dentro do movimento estudantil, incluindo punição.

Domingo acontece a última etapa da plenária final e também a eleição da nova diretoria da UNE.

51º CONUNE - UNE inaugura escultura em homenagem a Honestino Guimarães no campus da UnB




Mão espalmada esculpida em aço foi colocada na entrada do ICC Norte

O nome de Honestino Guimarães é sempre lembrado nos eventos e fóruns promovidos pela UNE. Desta vez, a entidade homenageia seu ex-presidente, desaparecido durante a ditadura militar, com uma escultura. Uma mão espalmada com quase três toneladas, feita em aço, na entrada do ICC Norte foi inaugurada nesta sexta-feira.

"A escultura representa a idéia de luta, de resistência. O objetivo não foi caracterizá-lo fisicamente", explica a artista plástica que criou o memorial, Cristina Pozzobon. Cinco pessoas trabalharam durante um mês para fazer a escultura.

"Queremos resgatar a história, mostrar o significado daquele período. Como o nosso objetivo principal é atingir os estudantes, esse é um momento especial", diz. Ao lado da escultura, haverá uma placa contando um pouco da vida de Honestino, disse Lúcia Stumpf, presidente da UNE.

51º CONUNE - UNE discute a necessidade de uma nova lei para o Petróleo

Na discussão surgiu a necessidade de uma nova lei para regulamentar as exploração petrolíferaDesde a descoberta da camada Pré-sal, no final de 2008, o petróleo brasileiro voltou a ser discutido não só pelos estudantes, mas por toda a sociedade.
Na mesa "Em defesa do Petróleo e da Petrobras", que contou com a participação de Fernando Siqueira da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET), Neto, representante da Agência Nacional de Petróleo e o presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Antônio de Moraes.

Na discussão surgiu a necessidade de uma nova lei para regulamentar as exploração petrolífera. "Temos que rever a Lei 9.478/97. Ela foi feita em um período de neoliberalismo exacerbado e permitiu que empresas estrangeiras entrassem no Brasil para explorar o petróleo", disse Neto que ressaltou: "A juventude deve se mobilizar, como nos mobilizamos ontem em defesa do nosso petróleo".
Atualmente, o Brasil é o 4º maior produtor de petróleo do mundo, graças a descoberta da camada Pré-Sal. A camada Pré-Sal tem 122 mil quilômetros quadrados de extensão e dá ao Brasil a possibilidade de se tornar o maior produtor de petróleo do mundo.

Flashes do Debate sobre Segurança Pública no 51º CONUNE


Fotos: Fabiano Seixas - BSB 17/07/2009 09-12h

51º CONUNE debate segurança pública sob a ótica da juventude

Participaram o delegado da Polícia Federal Protógenes Queirós, do Rapper Gog, integrante do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), Marcelo Brito, também do Conjuve e Vinícius Wu, representante do Ministério da Justiça

O anfiteatro 17 do ICC foi ocupado por jovens de todo o país. Nas cadeiras e nos corredores estudantes assistiram atenciosamente às colocações do delegado da Polícia Federal Protógenes Queirós, do Rapper Gog, integrante do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), Marcelo Brito, também do Conjuve e Vinícius Wu, representante do Ministério da Justiça, sob a mediação do diretor da UNE Daniel Iliescu.
Traçando um panorama sobre a política de segurança brasileira, Vinicius Wu afirmou que é preciso romper com a lógica de criminalização da pobreza. Contestador, Rapper Gog chamou a atenção para a participação dos jovens da periferia no debate. "Essa discussão deve ser capilarizada em todos os estratos da sociedade. Não queremos reformar o que está aí e sim transformar nossa realidade".
Para o delegado Protógenes Queiroz a relação das instituições representantes da segurança pública com a sociedade é um dos principais canais para transformar o atual sistema. "Quando um agente público cumpre seu papel certamente será reconhecido pela população".
Bem humorado e a vontade na presença dos estudantes, Protógenes disse: "Meu primeiro cargo como delegado foi em um Congresso da UNE. Já estive sentado nestes bancos". Marcelo Brito finalizou afirmando que um novo sistema passa pela reformulação da educação básica. "A escola precisa propiciar a formação de um cidadão pleno, com consciência de seu papel e da contribuição que pode proporcionar para o desenvolvimento de um Brasil soberano".
Da Redação /UNE

Fotos: Fabiano Seixas - BSB 17/09/2009 - 09-12h

Delegado da Polícia Federal, Protógenes Queirós junto dos estudantes


Lara e Ernesto atentos no plenário

Plenário lotado! O debate com o maior número de estudantes presentes!



da Esquerda para Direta: Marcelo Wu(MJ),Protógenes Queirós (PF) , Daniel (UNE), Rapper Gog e Marcelo Gavião da UJS



Fernanda, Vereadora do PSOL em Porto Alegre-RS

1º Encontro Nacional dos Estudantes do ProUni lota Centro de Convenções em Brasília






1º Encontro Nacional dos Estudantes do ProUni lota Centro de Convenções em Brasília

O presidente Lula recebeu dos estudantes uma carta que sintetizou as reivindicações e propostas para o aperfeiçoamento do programa, fruto de 8 encontros realizados em diversos estados em 2007 e 2008

O 1º Encontro Nacional dos Estudantes do ProUni reuniu cerca de 4 mil pessoas no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Pela primeira vez em 72 anos de história da UNE, um Presidente da República participa de um Congresso dfa entidade e se mostrou aberto a ouvir críticas, sugestões e as propostas dos estudantes.

O Encontro começou por volta das 11h da manhã. A presidente da UNE, Lúcia Stumpf, abriu o evento com um discurso que reforçou a necessidade de mudanças na estrutura do ensino superior brasileiro e reivindicou que 10% do PIB seja revertido à educação. Ela afirmou que a democratização do ensino é um direito de todos e que estamos caminhando neste quesito. "Estamos aqui para garantir que a universidade não reproduza o cenário de exclusão social. Por isso, exigimos a radical democratização do acesso ao ensino superior".

Outro ponto importante levantado por Lúcia no Encontro foi a regulamentação das universidades privadas, proposta que está no Projeto de Reforma Universitária da UNE em tramitação na Câmara dos Deputados. O alto custo das universidades privadas faz com que muitos sejam excluídos da realidade acadêmica. "A educação não é mercadoria. Torna-se cada vez mais necessária a regulamentação para que os valores não sejam abusivos. Isso tem ligação direta com esse encontro", disse a presidente da UNE.

Em seguida, a diretora de universidades privadas da UNE, Débora Pereira e o representante da entidade no Conselho de acompanhamento do ProUni Antonio Ananias, leram uma carta que sintetizou as reivindicações e propostas para o aperfeiçoamento do programa, fruto de 8 encontros realizados em diversos estados em 2007 e 2008 que contaram com a participação maciça de estudantes.

O ministro interino da Educação, José Henrique Paim e os Ministros dos Esportes, Orlando Silva, da Igualdade Racial, Edson Santos, da Pesca, Altemir Gregolin, do Turismo, Luiz Eduardo Pereira Barretto Filho, da Secretaria Especial de Direitos Humanos Paulo Vannuchi, além do reitor da UnB, José Geraldo Júnior também compuseram a mesa do encontro, ao lado do Presidente Lula e da Ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.

Com a platéia entoando palavras de ordem como "O filho do pedreiro vai poder virar doutor", o presidente Lula iniciou seu discurso agradecendo o papel desempenhado pela UNE. "Houve um tempo em que a sociedade não dialogava com o governo por receio. Muito mais dos que discutir isenções de impostos, nos preocupamos com os alunos que ocuparão os bancos das universidades. A UNE compreendeu o intuito, apóia e contribui para o aprimoramento do programa". Ele elogiou os encontros do ProUni promovidos pela entidade," é uma conquista da UNE a abertura de um espaço de debate dos prounistas dentro da universidade".

Mostrando-se totalmente aberto às críticas, o presidente lembrou que a primeira turma de prounistas se formará em breve e prometeu que será feita uma avaliação do sistema com estes estudantes para aperfeiçoar o Programa.

Também participaram do encontro os ex dirigentes da UNE Manuela D’Ávila e Aldo Rebelo, deputados federais, Danilo Moreira, secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Juventude,
Lula ainda pediu a participação dos estudantes no governo. "Se nós errarmos, queremos saber" e exaltou todos os atos da UNE que lhe competem a autonomia necessária "temos uma relação civilizada, democrática e autônoma. Temos a liberdade de dizer quando não concordamos. A UNE se mantém isenta e vai às ruas em protesto. Essa relação contribui para manter o diálogo civilizado entre o Estado e o Movimento Estudantil".

No documento entregue ao presidente estavam várias sugestões e reivindicações como a criação de uma política de assistência estudantil direcionada aos prounistas, programas de inclusão no mercado de trabalho, critérios mais claros para as regras do programa, o fim da comprovação de renda anual, igualdade nos espaços da universidade e incentivo a pós-graduação. Da Redação

A casa do poder jovem: UNE formaliza Protocolo de Intenção para ver reerguida, a sede no Rio de Janeiro


A placa de gesso ficará exposta no saguão do prédio de 13 andares arquitetado por Oscar Niemeyer

Além do espaço para apresentar as reivindicações e propostas sobre o ProUni, o encontro que aconteceu na manhã desta quinta foi marcado pela emolduração em uma placa de gesso das mãos do Presidente Lula; do ministro Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República; da presidente da UNE Lúcia Stumpf e de Ismael Cardoso, presidente da UBES.

O ato simbólico formaliza a assinatura do Protocolo de Intenção entre a Fundação da Caixa Econômica Federal (Funcef) e a UNE para liberação dos recursos para reconstrução da sede da entidade.

A placa de gesso ficará exposta no saguão do prédio de 13 andares arquitetado por Oscar Niemeyer, que será construído na Praia do Flamengo, 132, no Rio de Janeiro. "Este Congresso marcará o retorno da UNE à Praia do Flamengo, 132", finalizou presidente Lúcia.


Da Redação

Flashes do Ato em Defesa do Petróleo e da Petrobrás

51º Congresso da UNE em Brasília-DF

Fotos: Fabiano Seixas - BSB - 16/07/2009.

Os estudantes e trabalhadores invadiram hoje a Explanada dos Ministérios numa grande passeata em defesa da Petrobrás e das novas jazidas de petróleo descobertas na camada do pré-sal.

Aproximadamente 15 mil pessoas participaram do ato empunhando suas bandeiras e palavras de ordem que lembravam o grande movimento na década de 50 liderado pela UNE pela criação da Petrobras.

A presidente da UNE, Lúcia Stump e o presidente da UBES, Ismael estiveram no caminhão de som, participando ativamente e saudando os estudantes presentes neste momento importante da conjuntura nacional, quando a luta travada para que os recursos oriundos do pré-sal sejam destinados para a Educação.

O ato percorreu todos os Ministérios e terminou em frente a Sede da Petrobras, em Brasília, com quando os participantes do ato deram um abraço simbólico ao prédio da estatal.



Estudantes na rua em defesa da Petrobras e do Pré-sal!


Lúcia Stump, presidente da UNE

Estudantes em manifestação em frente a Catedral de Brasília-DF



O blogueiro: Sempre presente nas lutas do movimento estudantil!


Estudantes em frente ao Prédio da Petrobrás em Brasília-DF.

51º Congresso da União Nacional dos Estudantes




Desde ontem estamos em Brasília-DF participando das atividades do 51º Congresso da União Estadual dos Estudantes (CONUNE), um dos maiores fóruns do movimento estudantil da América Latina.
Um momento muito especial para nós estudantes nos reunirmos e debatermos as questões e os temas ligados a educação em nosso país.
São novos tempos na educação, resultado das políticas adotas pelo governo do presidente Lula, como por exemplo a criação do PROUNE, do REUNI, a criação de novas universidades públicas, e em nossa pauta de reinvindicações estão também os programas de assistência estudantil, que tem como objetivo a possibilidade de maior permanência do estudante no campus da Universidade onde estuda até o término do curso.
As atividades não páram, debates, mesas, passeatas, atos, atividades culturais, artísticas serão desenvolvidas até domingo e temos plena certeza de que o movimento dos estudantes sairá fortalecido e que nossos objetivos serão alcançados.
Amanhã os estudantes do PROUNE terão uma reunião com a presença do presidente LULA, assim como o Ministo da Educação, Fernando Haddad e outras autoridades ligadas a educação. Não apenas irá falar do programa, mas de toda política educacional implantada e os novos rumos da educação nos próximos anos, principalmente com a incorporação dos recursos orindos da exploração de petróleo na camada do pré-sal.
O clima na Universidade de Brasília(UnB) é contagiante, a troca, a partilha de experiências de que atua no movimento estudantil de norte a sul, de leste a oeste, fazem deste congresso um grande mosaico formado por jovens de todas as cores, com seus diferentes sotaques e o objetivo maior que nos UNE, uma educação pública, gratuita e de qualidade, para todos e todas.
"Da unidade vai nascer a novidade"


Família de militantes estudantis reunida no campus da Unb - Lara, Ernesto e Fabiano



Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) dizem FORA Sarney!

A galera animada nos primeiros agitos no campus da Unb

Ecos do 51º CONUNE!


Jornal Folha da Manhã - 14/07/2009 - Coluna Boulevard - Chico Aguiar

Jovens campistas em Conferência de Segurança no Rio




Hugo Linhares e Rodrigo Maciel, respectivamente, estudantes do C.E. Thiers Cardoso e ISEPAM, serão os representantes de Campos na 1ª Conferência Estadual de Segurança Pública, que acontecerá entre os dias 15 e 17 de julho na cidade do Rio de Janeiro.

Os jovens foram eleitos durante a 1ª Conferência Livre Juventude e Segurança Pública que aconteceu em 30 de junho no Auditório do IFF. Na ocasião, dezenas de jovens presentes aprovaram um documento com sugestões para reduzir os índices de violência na cidade.

De acordo com a União da Juventude Socialista (UJS), organização que promoveu o evento, o documento aprovado será apresentado na Conferência Estadual e será entregue às autoridades presentes.

Nossa intenção é entregar uma cópia com as reinvidicações à todas as autoridades presentes. Esperamos que eles se comprometam com a nossa causa e isso resulte em melhorias na prática", disse Jéssica Carvalho, diretora de formação e cultura da UJS, que também irá participar da Conferência.

Entre as reinvidicações dos jovens estão a criação de espaços de convivência para a juventude, melhor infra-estrutura para a PM no interior do Estado e também a formulação de políticas públicas de juventude, como por exemplo, um programa de primeiro emprego que dê oportunidade ao jovem de entrar para o mercado de trabalho.

"A maioria dos jovens não entra para o tráfico de drogas e se envolve com a criminalidade porque quer. Falta perspectiva e oportunidade, por isso o caminho acaba sendo esse", disse Hugo Linhares, que espera que a Conferência ajude a buscar soluções para o problema da violência em Campos.