Artigo: O Mundo do Trabalho Globalizado

Faltam algumas horas para que seja comemorado o dia do trabalho, num momento em que o sistema capitalista vive a maior crise de todos os tempos, grandes empresas falindo em todos os continentes, resultando no desemprego de homens e mulheres.

Associamos as palavras trabalho e emprego como se fossem sinônimos, mas são, por que estejam intrinsecamente ligadas, possuem significados diferentes, o trabalho, no sentido mais amplo da palavra é algo que existe a muito tempo, é mais antigo que o emprego, pois o trabalho passou a existir no momento que o homem transformou a natureza e o ambiente ao seu redor, passando a construir ferramentas e utensílios para utilização no seu cotidiano. Já podemos entender o emprego como algo que passou a existir na história recente da humanidade.

Entendemos o emprego como um conceito que surgiu em meio a Revolução Industrial, é a relação entre homens que passaram a vender sua força de trabalho por algum valor, alguma remuneração e do outro lado, os homens que passaram a comprar essa força de trabalho, pagando algo em troca, o que passou a ser considerado com um salário, é um tipo de contrato onde alguém é possuidor dos meios de produção e paga pelo trabalho dos outros, que logicamente não são os proprietários dos meios de produção.

Vivemos um momento onde os empregos irão desaparecer, de forma irreversível, como bem exposto nas palavras dos professores Guiomar Valdez e Celso Acácio, na palestra que relatando as ações drásticas resultante de um modelo de economia globalizada onde os efeitos são impactantes em toda aldeia global. Poucos serão aqueles que terão emprego, é uma realidade difícil de aceitar.

O processo de reengenharia nas corporações está apenas começando e o desemprego já está aumentando; o poder aquisitivo dos consumidores está caindo e as economias domésticas estão cambaleando em conseqüência do impacto do achatamento das gigantescas burocracias corporativas.

O computador está se tornando uma fonte de estresse, à medida que o ritmo cada vez mais acelerado do trabalho aumenta a impaciência dos trabalhadores, que exigem respostas cada vez mais rápidas; resultando assim, em níveis sem precedentes de estresse. Um estudo concluiu que o tempo de resposta de um computador de mais de 1,5 segundos poderia provocar impaciência e estresse no seu usuário.,

As novas tecnologias baseadas no computador aceleraram tanto o volume e o ritmo da informação que milhões de trabalhadores estão passando por sobrecarga e fundindo-se. O fator crítico da produtividade passou da resposta física à mental e da força muscular para a cerebral. Nos EUA, o estresse ocupacional custa às empresas mais de 200 bilhões p/ ano.

Referências:

Rifkin, Jeremy - "O Fim dos Empregos"
Castells, Manuel - "A Sociedade em Rede - Volume 1"
Moura, Paulo C. - "A Crise do Emprego"

Continua.

"A Crise Econômica Mundial do Capitalismo e reflexos na educação". Entenda como a crise mundial pode te afetar.

Foi o tema da palestra promovida pelo Grêmio Estudantil Nilo Peçanha do IF-Fluminense, realizada ontem no auditório Miguel Ramalho, contando com a presença dos professores da área de ciências humanas, Guiomar Valdez e Celso Acácio, que durante 3 horas fizeram uma retrospectiva das crises econômicas sofridas pelo Capitalismo, que atravessaram o século XX e hoje no século XXI afetam inúmeros paises, tendo em vista a economia globalizada e a influência do mercado na formulação e desenvolvimento dos projetos educacionais como imposição do neoliberalismo, principalmente no governo do presidente FHC, que resultou em grande parte do sucateamento das escolas e na minimização dos movimentos sociais, sindicais e estudantis.


Cerca de 150 estudantes dos cursos de ensino médio, técnico e principalmente da licenciatura em geografia lotam o auditório, deixando os docentes pratas da casa bem a vontade para debater.

O professor Celso Acácio, desta que em sua fala que “A crise não pode ser vista como uma marolinha, mas como um fenômeno socioeconômico mundial que atinge homens e mulheres, tornando muitos destes desempregados funcionais”

Para Rafhael Victor, presidente do GENP, a palestra foi uma oportunidade para que alunos e professores do IF -Fluminense debatessem e discutissem um tema de grande relevância, que tem impacto direto nas ações governamentais ligadas a educação profissional e tecnológica, e os reflexos da crise já podem ser sentidos, como a redução do orçamento para a educação federal em 2009 e a não realização de novos concursos públicos para docentes, como foi veiculado recentemente pelo Ministério do Planejamento, como forma de contenção de despesas.

Uma das mais entusiasmada da noite, a professora Guiomar Valdez, marxista convicta, ressalta em suas palavras que “A geração que nasceu nas décadas de 80 e 90, podem ser conhecidas com as gerações das crises, pois nestas décadas, o sistema capitalista foi tão cruel, que milhares de trabalhadores foram postos para fora dos seus postos de trabalho e quanto a educação foi avassalador, pois esta passou a atender os anseios do Fundo Monetário Internacional, com a formulação de políticas educacionais profissionalizantes, com a fragmentação dos cursos técnicos, uma prática da cartilha dos neoliberais que corroboraram para o sucateamento da educação pública. E o mais cruel disso tudo foi o enfraquecimentos dos movimentos sindicais, a cooptação de suas lideranças, que se torna um fenômeno para estudos e análises mais aprofundadas, assim também como o aprofundamento das questões relacionadas aos egressos das escolas profissionalizantes, para onde foram os formados, estão atuando na área de formação ou buscaram outros caminhos”




Palestra do Gabriel O Pensador no IF-Fluminense

Alguns Dados do ENEM-2008

Aproveitamos para divulgar alguns dados relativos ao ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), realizado no ano de 2008, apurados no sitio do INEP(Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), divulgados na quarta-feira (29/04/2009). Em breve divulgaremos os dados relativos aos municípios da região Norte, Noroeste e Região dos Lagos.

Tabela 01 - Nº total de escolas participantes no Brasil

Tabela 02 - Nº total de escolas participantes no Estado do Rio de Janeiro-RJ.


* Censo da Educação Básica 2008. Não inclui o Ensino Médio de Educação Especial e exclusivamente profissionalizante

**Quantidade de escolas onde pelo menos 1 aluno participou do Enem, que possuem cadastro no Censo 2008 e oferecem Ensino Médio

***Quantidade de escolas que participaram do Enem 2008, possuem cadastro no Censo 2008, oferecem Ensino Médio e possuem mais de 9 alunos participantes (escolas com conceito)

Desempenho de escolas estaduais é prejudicado por baixo investimento

O ministro da Educação, Fernando Haddad, atribuiu à insuficiência de investimentos o baixo desempenho dos alunos de escolas da rede pública estadual, em comparação aos de escolas privadas, no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ao comentar os resultados por escola durante evento do Instituto Ayrton Senna, em Brasília, nesta quarta-feira, 29, o ministro também destacou a situação socioeconômica dos estudantes.


“A média de investimento nos estados é de R$ 1,5 mil por aluno por ano. Esse valor é comparável ao de uma mensalidade escolar da rede privada”, afirmou. O ministro lembrou que os investimentos estaduais no ensino médio cresceram cerca de 50% acima da inflação, entre 2002 e 2007. “Mas ainda é muito pouco”, observou.


A média das escolas federais, no entanto, equivale à de países desenvolvidos. “Todas as escolas têm metas estabelecidas pelo PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação). As federais estão muito próximas da meta a ser alcançada em 2021. As estaduais estão longe”, afirmou.


Por outro lado, Haddad destacou que o atual modelo do Enem não compara resultados no tempo e não engloba todo o currículo do ensino médio. “Não é possível aferir melhorias com o atual modelo”, alertou.


Já o novo Enem, proposto pelo Ministério da Educação, como alternativa aos vestibulares, permitirá identificar se houve melhoria no desempenho dos alunos ao longo do tempo. “Hoje, a métrica não é a mesma entre as provas. O novo Enem terá uma nova tecnologia que permitirá a comparabilidade e a orientação do currículo do ensino médio”, explicou.


Quanto às condições socioeconômicas dos alunos, Haddad disse que cerca de um terço dos brasileiros em idade escolar básica vive em condições de pobreza, tem pais com pouca ou nenhuma escolaridade e sofre com problemas que interferem negativamente no desempenho escolar, como as migrações ou o trabalho infantil.

Ministro defende uso do Enem para acesso aos institutos

Em reunião com os 38 reitores dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, o ministro Fernando Haddad defendeu a extinção do vestibular tradicional para os cursos superiores dessas instituições. Os reitores estiveram em Brasília nesta quarta-feira, 29, para analisar e discutir a proposta.


A intenção é utilizar o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Podemos utilizar o Enem como fase única para os cursos de menor procura e como primeira fase para os cursos de maior demanda”, propôs Haddad. Os dirigentes devem apresentar suas respostas até o final de maio.


Ao todo, 215 mil estudantes estão na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A intenção é que até o final de 2010 o total de alunos seja de 500 mil.


Nos próximos dias 6, 7 e 8 de maio, a extinção do vestibular para os cursos superiores dos institutos federais volta a ser discutida em Palmas, durante a reunião ordinária do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica (Conif). Dirigentes de todos os 38 institutos federais, dos centros federais de educação profissional e tecnológica e do colégio Dom Pedro II participam do encontro.


Ensino Médio – Os reitores dos institutos sugeriram ao MEC a extinção do processo seletivo também para os cursos de ensino médio da Rede Federal. Os colégios de aplicação das universidades, colégios militares e os próprios institutos federais fazem processos seletivos semelhantes a vestibulares. “Devemos democratizar o acesso em todas as etapas da educação”, defendeu Paulo César Ferreira, reitor do Instituto Federal de Goiás.


Um dos caminhos sugeridos para solucionar a questão é a utilização das notas da Prova Brasil, feita com concluintes do nono ano do ensino fundamental. Haddad disse que a proposta é interessante, mas deve ser analisada posteriormente.

Participe das enquetes do Development & Statistic Goytacá (Instituto Sepé de Pesquisa e Opinião) :)


Aproveitando o momento de discussões a respeito das eleições para o cargo de Diretor Geral do Campus Campos-Centro do Instituto Federal Fluminense (Antigo CEFET Campos), o blog aproveita para colocar no ar duas enquetes, uma com o objetivo de avaliar quais dos possíveis candidatos teriam chances de ser eleitos e a outra que vai medir o grau de rejeição dos possíveis candidatos. Lembrando-se que estas enquetes não
tem nenhum valor de pesquisa, por total ausência de metodologia e de expressão estatística.
Os nomes citados foram sugestões de alguns alunos enviadas ao blog por e-mail e não refletem a real intenção do professores citados como candidatos, pelo menos neste momento.
Disponibilizamos o e-mail seixas.fabiano@gmail.com, para o envio de críticas ou sugestões! Participe! Vote! Exerca sua cidadania!

Palestra sobre MALÁRIA no IF Fluminense


Nesta terça-feira, dia 28 de abril, às 14h e 30 acontece no auditório Miguel Ramalho, no IF Fluminense, uma palestra com o Dr. Cláudio Arantes para esclarecer todos os questionamentos sobre a MALÁRIA. O médico é o responsável pelo tratamento do angolano Manuel Samuel que chegou a Campos para freqüentar o curso de formação de professores do programa Angola Brasil. Dr. Cláudio aceitou o convite para trabalhar no Projeto Angola-Brasil prestando assessoria na área de saúde para as equipes do IFF que viajarem a Angola e às delegações angolanas que vierem ao Brasil.
Desde maio do ano passado, 90 angolanos estiveram na cidade para participar da capacitação e 30 profissionais do IFF foram até a África. O IFF foi escolhido pelo governo angolano, que custeia o projeto, para implantar cinco centros de formação em seu país.

Botafogo x Flamengo - Primeiro Tempo

Por enquanto o Botafogo vai ganhando do Flamengo em jogo realizado no Maracanã. Com gols de Juninho de falta cobrada próximo a grande área aos 37min e Reinaldo marca de cabeça após cruzamento de Maicosuel, fazendo a glória da torcida do Fogão aos 43min e pela urubuzada, e aos 20min Juan marcou após sofrer penalte de Alessandro. Cartões amarelos: Juninho(BOT), Alessandro(BOT), Eduardo(BOT) , Fábio Luciano(FLA) e Emerson (FLA).

Jornal Folha da Manhã entrevista o prof. Luiz Augusto Caldas Pereira

O brilhante e competente Prof. Luiz Augusto Caldas Pereira
De Cefet a IFF, democracia à prova


ETFC, Cefet, IFF. No meio desta sopa de letras, a transição democrática da maior instituição de ensino de Campos e da região, com presença em Macaé, Quissamã, São João da Barra, Itaperuna, Cabo Frio e Bom Jesus de Itabapoana. Todavia, o direito de eleger seus diretores, conquistado ainda sob a ditadura militar, nos tempos da Escola Técnica Federal de Campos (ETFC), corre o risco de se perder, justamente agora, na transição de Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) para Instituto Federal Fluminense (IFF).

É contra isso que protestam estudantes e professores, incluindo o companheiro de chapa da hoje reitora Cibele Daher. Em faixas e renúncia de cargo, corpo discente e docente cobram o direito, assegurado na lei que criou os Institutos Federais, de eleger os diretores dos campus de Campos e Macaé. Ex-diretor do Cefet/Campos, hoje em Brasília como diretor de Políticas da secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, o professor Luiz Augusto Caldas garante, em nome do ministério da Educação, que o exercício do voto não passa de 2009.

Segundo ele, quaisquer interesses políticos contrários às eleições, dentro do IFF ou fora dele, terão que respeitar os limites da lei e da história democrática da instituição.


Folha - Tanto dentro dos muros do Instituto Federal Fluminense (IFF, antigo Cefet), quanto fora deles, vem sendo bastante questionada a pretensão de se adiar as eleições para as diretorias dos campus (antigas unidades) de Campos/Centro e Macaé. Como diretor de Políticas da secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do ministério da Educação (MEC), o que pode dizer sobre isso?
Luiz Augusto Caldas - Enquanto ministério da Educação, eu tenho que me atrelar no que está estabelecido na lei na lei 11.892...

Folha - De 29 de dezembro de 2008, que cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e propiciou a transformação do Ce-fet/Campos em Instituto Federal Fluminense (IFF)?
Luiz Augusto - Exatamente. E a lei é clara na medida em que os diretores gerais de um campus são eleitos pela comunidade.

Folha - Mas em Macaé, por exemplo, a eleição para direção não teria que ocorrer desde julho de 2008, seis meses antes da lei 11.892? Por que não ocorreu?
Luiz Augusto - Acho que essa é uma pergunta que deve ser encaminhada à direção daquela unidade.

Folha - Ao diretor de Macaé, professor Marco Antônio Cruz, e à ex-diretora-geral do Cefet, feita reitora do IFF, Cibele Daher?
Luiz Augusto - Sim. Mas tem uma situação importante, diferente de Campos, porque Macaé já elege seu diretor desde 1994, para mandatos de dois anos.

Folha - O Marco Antônio foi eleito quando?
Luiz Augusto - Em 2006, no segundo mandato. Ele foi reconduzido, porque é permitida a recondução.

Folha - Uma vez ou mais?
Luiz Augusto - Só uma vez. Ele teve direito a uma recondução. Então, pelo que se previa, uma nova eleição deveria ter acontecido já em 2008.

Folha - E por que não aconteceu?
Luiz Augusto - Como eu já disse, essa é uma questão que a própria instituição deve responder.

Folha - Fatalmente, encaminharemos essas e outras perguntas, ao professor Marco Antônio, à reitora Cibele, bem como a outros. Mas como fica a questão de Macaé a partir da lei 11.892?
Luiz Augusto - A indicação da direção de uma unidade de ensino descentralizado, ela é uma prerrogativa da direção geral do até então Centro Federal de Educação Profissional e Tecnológica (Cefet).

Folha - Sim, mas mesmo quando a indicação da diretoria da unidade era uma prerrogativa da direção geral do Cefet, já falávamos de uma unidade que já tinha seus diretores escolhidos mediante eleição, como você destacou ser o caso de Macaé desde 1994. Como entender que justamente na transição do Cefet para Instituto Federal (IF), a partir da lei que passa a eleição de opcional a obrigatória, ela ainda não tenha ocorrido?
Luiz Augusto - Sim, a partir de 29 de dezembro de 2008, com a publicação da lei 11.892, que cria os institutos, o que era uma prerrogativa da direção geral, passa a ser uma obrigação, tendo em vista que a lei prevê que os diretores do que eram unidades e passam a ser campus, serão eleitos a partir de uma consulta à comunidade. Se tivesse havido a eleição em 2008, a lei, inclusive, prevê que aqueles diretores de unidades, que passaram a ser campus, e que ocupavam a condição de diretores em função de terem sido eleitos, a lei respeitará este mandato. Então, se tivesse havido a eleição em 2008, esse processo estaria colocado sem nenhuma dúvida, em respeito à vontade democrática manifestada por aquela comunidade.

Folha - Sim e por que não houve, você já disse que não lhe cabe responder. Mas já que não houve, de acordo com a nova lei, com a nova realidade de IFF, não mais de Cefet, quando terá que haver?
Luiz - A lei diz o seguinte: naqueles casos em que não houve eleição para nomeação do diretor do campus, a lei estabelece um prazo de 180 dias, a partir da sua promulgação. Portanto mês de junho para definição do estatuto de funcionamento do instituto e dos planos de desenvolvimento institucional. E a partir daí estabelece, coloca o calendário para a eleição do seu diretor.

Folha - Quer dizer: 180 dias para elaborar o estatuto. Promulgada a lei em 28 de dezembro, passados 180 dias, estaremos em 28 de junho. Feito o estatuto, a eleição é ato contínuo?
Luiz Augusto - Sim, ato contínuo.

Folha - E isso vale para as antigas unidades do Cefet, hoje campus do IFF, tanto de Macaé quanto de Campos?
Luiz Augusto - Para ambos. Veja bem, eu tenho um vínculo com essa instituição de 33 anos...

Folha - Sim, foi inclusive o diretor geral do Cefet, antes da Cibele, a quem apoiou, e por isso tem mais conhecimento de causa para falar sobre a instituição do que muitos de seus pares em Brasília.
Luiz Augusto - Primeiro, falando especificamente pela instituição, eu não posso acreditar que se tome nenhuma providência que contrarie aquilo que a legislação estabelece. Não me parece razoável pensar dessa forma. Aliás, a história da instituição Escola Técnica Federal de Campos (antigo ETFC) tem o registro mais elevado sob o ponto de vista da democracia, tendo sido essa a primeira Escola Técnica do Brasil que, por uma decisão da comunidade, fez a eleição do seu diretor geral, professor Luciano D´Ângelo, em 1985.

Folha - Ainda na ditadura, no governo de João Batista Figueiredo, último dublê de general e presidente.
Luiz Augusto - E esse é um dado que não se apaga, quando mesmo sob uma ditadura militar, uma comunidade toma para si as rédeas do seu destino. Portanto eu não posso imaginar qualquer encaminhamento que fira, inclusive, a referência que essa instituição representa por sua estatura democrática, que é a mais elevada possível. Eu não posso imaginar que qualquer caminho seja diferente daquele que está descrito na história da instituição, que está consagrado e claro na lei que cria os Institutos.

Folha - E se, à parte a história democrática da instituição e a lei que a promove de Cefet para IFF, não houver as eleições para as diretorias em Campos e Macaé, dentro do previsto na lei? Luiz Augusto - Eu acho que essa hipótese não existe.

Folha - Mas segundo o professor Jefferson Azevedo denunciou em carta aberta, não só existe, como foi intenção manifesta pela reitora Cibele em várias reuniões. Na reunião do último dia 30 de março, quando indicou o professor Roberto José diretor pro tempore em Campos, ela também teria anunciado que seria pelos próximos três anos. Se isso foi dito em reuniões oficiais, imagina-se que tenha sido registrado em atas, não?
Luiz Augusto - Se tem ata, se tem registro, se tem qualquer manifestação oficial, evidente que isso é grave.

Folha - Tão grave que, diante do anúncio, o professor Jefferson, mesmo tendo composto chapa com Cibele, na eleição da diretoria geral do então Cefet, teria entregado seu cargo de pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, por não concordar com a postergação da eleição para direção do campus de Campos.
Luiz Augusto - Não é só o professor Jefferson que não concorda. Eu também não concordo. O ministério da Educação não concorda. O governo Lula não concorda. A lei que cria os Institutos não concorda. A história democrática da escola técnica, depois Cefet e hoje Instituto Federal Fluminense não concorda. Não vejo nenhuma possibilidade de que isso se materialize.

Folha - Quem também não concorda e teme essa materialização são os estudantes, que vêm protestando, fazendo e fixando faixas pelo IFF, cobrando o direito de eleger democraticamente seus diretores, chegando a divulgar fotos na internet, estranhamente não divulgadas em blogs de pessoas ligadas à instituição. E não se protesta contra o que não há.
Luiz Augusto - É verdade. Nesse caso em particular, da forma com os estudantes estão se colocando nesse processo, é para garantir um direito. A forma que isso tem sido colocado, de maneira mais eloqüente, de maneira mais pública, eu acho que é a forma do estudante se colocar e dizer em alto e bom som que ele não abre mão de uma prerrogativa que tem. Eu não posso imaginar, não posso acreditar que alguém pretenda lhes negar esse direito, e aí estou falando como ministério da Educação, como alguém que tem vínculo com aquela instituição. Então, toda e qualquer insinuação que contrarie isso, eu não considero plausível, não considero possível. O respeito à democracia sempre foi a prática da escola, depois centro e eu não imagino diferente como instituto.

Folha - Campos, diferente de Macaé, não tinha a prática de eleger seu diretor, chamado "diretor de sede" nos tempos de Cefet. Com a passagem a IFF, a nomeação do diretor pro tempore está dentro do que manda a lei 11.892, até que seja aprovado o estatuto do campus e, ato contínuo, se realizem as eleições. O mesmo prazo de 180 dias, do qual já falamos, não o de três anos, que seria a pretensão da reitora, vale também para Campos?
Luiz Augusto - Evidentemente que, depois do estatuto, deve-se respeitar os prazos que sejam próprios do processo eleitoral. É força de expressão dizer que é no dia seguinte, mas também não é concebível que se prolongue isso para além do ano de 2009. O processo tem que ser deflagrado. Porque se você tem o estatuto e você tem uma instituição com todas as condições, o que pode gerar o adiamento? Nada!

Folha - O que se fala, também quanto ao adiamento na eleição da direção de Macaé, mas sobretudo de Campos, é que seriam manobras para tentar garantir bases de apoio mais sólidas à reeleição de Cibele, em 2011. E se forem?
Luiz Augusto - Olhando isso a partir do ministério da Educação, nenhuma decisão se legitima a partir do momento em que se fere qualquer preceito legal, ou da própria história da instituição. Então, se há alguma coisa nesse sentido, a legitimidade desse encaminhamento, ela fica no limite, circunscrita ao que a lei e a comunidade apontam.

Folha - Da política interna do IFF àquela praticada fora dos seus muros, dentro do mesmo exercício de raciocínio lógico, o que se projeta é que a reeleição de Cibele serviria também como base ao lançamento da candidatura do professor Roberto Moraes (pró-reitor de Extensão) para prefeito de Campos, em 2012. Pela importância superlativa da instituição na comunidade, nada contra a possibilidade, desde que ela não se construa sob protesto do corpo discente e docente ou à margem da lei, correto?
Luiz Augusto - Sem dúvida. Na sua pergunta você já faz considerações com as quais eu concordo e que têm a ver com a própria resposta. Primeiro, pela forma precisa como você descreve a importância da instituição, seja pelo seu tamanho, seja pela sua presença, seja pela sua história, seja pela experiência que se adquire como gestor público de um Cefet, ou de um Instituto Federal Fluminense. Eu acho até importante que dali você forme quadros pra a gestão pública. O professor Roberto Moraes, inegavelmente, é um desses quadros. É bom para o município e importante para aquela instituição. Eu sou um defensor disso.

Folha - Mas desde que sejam respeitados os princípios legais e...
Luiz Augusto - E da cultura democrática da instituição. Você não pode se insubordinar, no sentido de uma desobediência contestável, absolutamente condenável diante daquilo que está estabelecido na sua norma legal.

Folha - Até porque agir dessa maneira no IFF pode ser prova de que se agirá da mesma forma em qualquer outro cargo público. Quem faz em um não pode fazer no outro?
Luiz Augusto - Evidente. Acho que isso, se feito, não credencia ninguém; muito pelo contrário.

Folha - O IFF, então, tem que ser visto como fim e não como meio?
Luiz Augusto - Classificaria a inversão como um comportamento que fere a cultura da instituição, sua natureza, aquilo para o qual ela existe. Eu considero uma agressão.

Por Aluysio Abreu Barbosa - aluysio@fmanha.com.br

EU ACREDITO!


Tudo o que se tem falado, escrito, divulgado sobre o clássico entre Botafogo e Flamengo que, pelo terceiro ano seguido vai decidir o título do campeonato carioca, na realidade não passa de palpite. Faz parte do clima do jogo, ainda mais, num clássico de tantas histórias, de tanta rivalidade, de tanta tradição.
Isso porque na hora da verdade verdadeira, de decidir quem irá colocar no peito a faixa de campeão, isso ficará por conta dos 22 jogadores em campo, das mexidas dos técnicos, dos erros e acertos do árbitro e auxiliares. À torcida do Botafogo que é a quem busco me dirigir nesse momento, caberá porém um importante e decisivo papel para que ao final dos 180 minutos a taça esqueça de vez o rumo da Gávea e venha para a nossa sede de General Severiano: comparecer aos dois jogos, apoiar com toda sua emoção e sua paixão por esse clube sem igual, cantar a uma só voz, ser aquele combustível que faça cada jogador redobrar, triplicar sua capacidade de correr até ouvir o apito final e dar a tão sonhada volta olímpica.
Afinal, se times como os de 1989, de 97 e de 2006 fizeram a estrela brilhar mais alto, porque esse do trio de ouro, Reinaldo, Vitor Simões, Maicosuel, do guerreiro Leandro, dos pratas da casa, Renan e Gabriel, dos indomáveis Alessandro, Fahel, Leo Silva, Emerson e do capitão da bomba santa Juninho, não pode? Sem falar no comando firme do técnico Ney Franco e sua comissão, dos jogadores que ficarem no banco de reservas e no apoio firme e fechado de toda a diretoria alvinegra.
Vou além. Na minha longa caminhada, como torcedor, meus 40 anos de jornalismo, considero que esse time está capacitado a repetir atuações não apenas dos citados acima, mas até mesmo a daquela fantástica equipe do bibi de 1968, sobre o Vasco na final do estadual e sobre o mesmo Flamengo na decisão da Taça Guanabara, aquela em que eles já haviam dado volta olímpica após empatarem conosco em zero a zero, mas se esqueceram que faltava um jogo com o Bonsucesso antes de se apossarem da taça.


José Antonio Gerheim

Início do 2º semestre na Universidade Federal Fluminense - Projetos de extensão/2009

O Projeto de Extensão Segundas Debates convida você a participar no dia 04 de Maio - segunda-feira, no horário de 16:00 às 18:00 h no ESR/UFF – sala 03, da Mesa-redonda: "Os Desafios da Inclusão Produtiva e a contribuição das Instituições de Ensino Superior (IES) Públicas para pensar as necessidades e potencialidades da região". Convidados: Prof. José Luis Vianna da Cruz – Diretor do Pólo Universitário – UFF/Campos ; Prof. Almy Junior Cordeiro de Carvalho - Reitor da UENF e Prof. Roberto Moraes – Pró-reitor de Extensão do IFF .

Vestibular a 0800: Senado aprova fim de taxa de inscrição para vestibular das federais


Para entrar em vigor, além de passar pelo crivo dos deputados, precisa ser sancionada pelo presidente Lula

Projeto de lei aprovado nesta quinta-feira (23) pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado afirma que alunos que tiverem cursado o ensino médio em escola pública não precisarão mais pagar taxa de inscrição para o vestibular de universidades federais.

Estudantes com renda familiar de até dois salários mínimos também seriam beneficiados. O texto não especifica, porém, como esse rendimento seria comprovado. A proposta, de autoria do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), tem caráter terminativo, ou seja, segue para a Câmara sem ter que passar pelo plenário do Senado.

Para entrar em vigor, além de passar pelo crivo dos deputados, precisa ser sancionada pelo presidente Lula. A cobrança de taxas de vestibular varia de acordo com cada universidade, mas a maioria delas já oferece algum tipo de isenção segundo critérios socioeconômicos.

Na Unifesp, foram cobrados R$ 100 no ano passado. Na UFABC, R$ 90 para os que optaram pela prova tradicional e o exame foi gratuito aos que se inscreveram somente com a nota do Enem. Ambas as universidades, como outras, têm critérios de isenção.

Para Frei David, representante da Educafro (Educação e Cidadania de Afro descendentes e Carentes), "essa é mais uma batalha vencida, motivo para comemoração solene junto ao presidente Lula", o Frei ainda relembra os mais de 300 mandados de segurança realizados pela Educafro contra universidades do Rio de Janeiro que impossibilitavam a participação de vestibulandos em processos seletivos pelo não pagamento da taxa, um dos principais motivos de exclusão a alunos carentes.

Segundo Lúcia Stumpf, presidente da UNE, "esse projeto de lei se junta a unificação dos vestibulares para dar mais um passo na democratização do acesso, bandeira defendida a muito pela entidade. Essas medidas somam-se para reforçar o plano nacional de assistência estudantil que tende a possibilitar melhores condições de acesso a educação para alunos de baixa renda".

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Hospital Sírio-Libanês divulga Boletim Médico da Ministra Dilma Rousseff

Boletim Médico - Ministra Dilma Rousseff

BOLETIM MÉDICO
25/04/2009
MINISTRA DILMA ROUSSEFF

A Sra Dilma Rousseff, Ministra da Casa Civil, foi submetida a exames de rotina no Hospital Sírio-Libanês, há cerca de 30 dias, sendo encontrado um gânglio, diagnosticado como linfoma em estágio inicial (Ia).

Encontra-se neste momento sem evidência da doença ativa e deverá realizar tratamento quimioterápico complementar por segurança.

Na data de hoje, compareceu ao Hospital para exames ambulatoriais finais.

As equipes que assistem à Ministra são coordenadas pelos professores doutores Roberto Kalil Filho (cardiologista), Paulo Hoff (oncologista clínico) e Yana Augusta Sarkis Novis (hematologista) .

Dr. Antonio Carlos Onofre de Lira Dr. Riad Younes
Diretor Técnico Hospitalar Diretor Clínico

Informações para Imprensa:
WNP Comunicações
Tel. (11) 3155-1080/1090
Plantão: (11) 8706-8104

O filme de hoje: Citizen Kane

Hoje tem Ricardo André Vasconcelos nos comentários do filme Cidadão Kane, às 16h, no Cine Jornalismo AIC. A sessão, promovida pela Associação de Imprensa Campista (Formosa, 460, ao lado da OI/Telemar).

Sinopse:

Cidadão Kane é supostamente baseado na vida do magnata do jornalismo William Randolph Hearst (publicamente, Welles negava), e conta a história de Charles Foster Kane, um menino pobre que acaba se tornando um dos homens mais ricos do mundo. O filme inicia com a sua morte, quando se pronuncia a palavra Rosebud, que acaba levando um jornalista a investigar a vida de Kane para descobrir o sentido da palavra. Entrevistando pessoas do passado de Kane, o jornalista mergulha na vida de um homem solitário, que desde a infância é obrigado a seguir a vontade alheia. Ninguém a seu redor importa-se com Kane, que busca por meio da aquisição de bens e pessoas encontrar a infância perdida.

"Tem fé que Jorge há de ajudar..."

Fabiano Seixas - 23/04/2008 21:05 - Coleção de Dragões ImperiaisMuita força guerreiro, ainda faltam 7 dragões para você finalizar!
Salve Jorge!

51º Congresso da UNE


Quando serão as eleições para escolha dos delegados representantes dos estudantes dos cursos superiores dos campi (Centro, Macaé e Lagos) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense, para participação nas atividades do 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE)?

51º Congresso da UNE acontecerá na capital federal na UnB (Universidade de Brasília), de 15 a 19 de julho de 2009 e deve reunir cerca de 15 mil estudantes de todo Brasil. O Congresso irá eleger a nova diretoria e aprovar o Programa e plano de gestão da entidade, com as bandeiras de lutas e propostas para a UNE.

Os Estudantes e os povos não Pagarão pela Crise!

A atual crise do sistema capitalista assume proporções sem precedentes na história. Esta é uma crise cíclica que atinge em diferentes dimensões todo o planeta, nascida no centro do capitalismo e com graves conseqüências, de longa duração e de magnitude incalculável nos plano financeiro e produtivo, em um contexto de transição mundial.
Essa crise acelera as mudanças que o mundo vive. Prova que a inquestionável ordem mundial hegemonizada pelos Estados Unidos e seus aliados o capital financeiro internacional, defendida e imposta nos últimos 30 anos aos países "periféricos" fracassou. Faz com que as alternativas buscadas pelos povos e nações, que há muito tempo viram suas possibilidades esgotadas no neoliberalismo, se tornem uma necessidade histórica. Não se fala mais em fim da história, pelo contrário, a grande questão é quem pagará por essa crise e como superá-la da melhor e mais rápida maneira. Esses apontamentos definirão o novo sistema de poder mundial.
Por compreendermos a importância do atual momento, nós, estudantes latino-americanos que passamos as últimas décadas resistindo ao modelo neoliberal em cada um dos nossos países, contra as privatizações e a mercantilização da educação, que derrotamos a ALCA e que, somos atores da virada política no nosso continente iniciada nesse início de século, é dado o momento de exigirmos mais ousadia, pois essa crise não é nossa e não pagaremos por ela.
Queremos maior investimento na educação, medidas estatais que valorizem o setor produtivo da
economia e freiem as demissões. Mais do que nunca esse é o momento de lutar por medidas concretas que avancem o processo de integração regional e valorização da soberania das nações, entendendo que no nosso continente só superaremos a colonização e a dependência, se trilharmos o caminho da união latino-americana, da construção de estados fortes, impulsionandoseu desenvolvimento e que valorize o trabalho.
Necessitamos cada vez mais de universidades públicas a serviço dos países e dos povos, que possam produzir ciência e tecnologia para nossa região. Temos que transformar a crise em uma oportunidade de nos conhecermos melhor enquanto povos irmãos, desenvolvermos nossas potencialidades, investir nas indústrias e gerar empregos para estimular o consumo dos nossos produtos.
Queremos que os nossos países cresçam pela sua capacidade produtiva e não por mágica ou ficção como fizeram por tantos anos os banqueiros.
O movimento estudantil e o conjunto dos movimentos sociais latino-americano reafirmam seu compromisso de denunciar o caráter da crise e de exigir dos governos medidas que fortaleçam os
Estados e beneficiem a maioria do povo. Os ricos que paguem pela sua crise.
Montevidéu, 19 de abril de 2009.
OCLAE - Coordenação do Cone Sul

UENF: Inscrições para o 1.º Exame de Qualificação 2010

Estão abertas até 06/05/09 as inscrições para o 1.º Exame de Qualificação do Vestibular Estadual 2010, que seleciona candidatos para oito dos 15 cursos de graduação presenciais da Uenf: Ciência da Computação e Informática, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia de Exploração e Produção de Petróleo, Engenharia Metalúrgica e de Materiais e Medicina Veterinária. A taxa de inscrição para o 1.º Exame de Qualificação é de R$ 41,00, e a prova será aplicada em 21/06/09.
Para ler o edital e se inscrever, clique
aqui.
Atenção: Para os demais cursos de graduação presenciais da Uenf (Agronomia, Zootecnia e as licenciaturas em Biologia, Física, Matemática, Pedagogia e Química), a seleção de candidatos será efetuada através do Vestibular Específico Uenf 2010.

Encontro de Iniciação Científica - inscrições abertas


Estão abertas até 30/04 as inscrições para o 14.º Encontro de Iniciação Científica da Uenf, que neste ano será realizado em conjunto com o 6.º Circuito de Iniciação Científica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF, antigo Cefet Campos) e a 2.ª Jornada de Iniciação Científica da Universidade Federal Fluminense (UFF). O evento conjunto, denominado Congresso Fluminense de Iniciação Científica e Tecnológica, ocorrerá de 1.º a 04/06/09. O tema geral será 'Ciência e Religião no Terceiro Milênio'.
Além dos alunos de graduação da Uenf, IFF e UFF, que enviarão seus resumos, poderão se inscrever todos os interessados que possuam vínculo com alguma instituição de ensino ou pesquisa. Haverá 12 minicursos, e para participar é preciso se inscrever dentro do prazo de 07 a 30/04.
Para se inscrever, clique aqui.

UFF: Vestibular Extraordinário em Campos dos Goytacazes

A Universidade Federal Fluminense(UFF), estará com inscrições abertas para o pedido de isenção da taxa de pagamento do vestibular extraordinário para os cursos de Ciências Econômicas, Geografia e Ciências Socias, dentro do programa de expansão da universidade em Campos dos Goytacazes. Os kits de isenção poderá ser retirados nos dias 27/04/2009, das 09 às 17 horas e 28/04/2009, das 09 às 12 horas. Não haverá cobrança para a entrega dos kits. Os documentos e os kits serão entregues no mesmo local onde foram retirados. Os documentos só serão aceitos até às 12 horas do dia 28/04/2009 (terça-feira).
Maiores informações:
Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional
Rua José do Patrocínio n.º 71 - Centro
Campos dos Goytacazes - RJ
Cep: 28.010-385 Tels: (22) 27330319 / (22) 27330310

A Basílica do Santíssimo Salvador

20/04/2009 - 18:25 - Fabiano SeixasA arquitetura imponente da Catedral do Santíssimo Salvador, no Centro de Campos dos Goytacazes, vista à partir da sala do SEPE (7º andar) do Edifício Ninho das Águias.

Apresentação de músicos bolivianos em Campos-RJ

Apresentação de músicos bolivianos na Praça São Salvador, Centro de Campos dos Goytacazes hoje a tarde! Apresentação cultural internacional!

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A chegada do Ernesto


Participo com meus amigos e leitores do blog a chegada do meu filho, o Ernesto Oliveira Seixas, que nasceu hoje, às 10h50min, no Hospital Beneficiência Portuguesa, pesando 3,490kg e medindo 49cm! Obrigado Lara pelo presente neste dia! Que nossa união seja ainda mais consolidade e juntos possamos transmitir ao nosso filho valores que sejam válidos em todos os momentos da sua existência!

Tietagem Astronomica


Ladeando a Astronauta Anousheh Ansari, a primeira mulher exploradora espacial privada. Anousheh é uma empresária norte-americana que pagou milhões de dólares para passar nove dias na Estação Espacial Internacional em 2006. Faz a palestra de abertura do 2º Encontro Internacional de Astronomia e Astronauta, com o tema “Como é viver no espaço!”

Abertas as inscrições para o III Encontro de Mulheres estudantes da UNE!


A partir de hoje até o dia 25 de abril estarão abertas as inscrições para o III Encontro de Mulheres estudantes da UNE.

O Encontro acontecerá em Belo Horizonte, entre os dias 1 e 3 de maio. Veja a programação!!!

Para realizar sua inscrição basta enviar um e-mail para mulheresune@gmail.com com nome, curso, telefone e entidade estudantil(caso participe).

Programação do Encontro de Mulheres Estudantes da UNE

Dia 01 de maio

9 h - chegada em Belo Horizonte

16h – Credenciamento

18h – Mesa de abertura

Mulheres em Movimento Mudam o Mundo

Palestrantes Convidadas:

* Marcha Mundial das Mulheres
* Lúcia Stumpf - presidente da UNE
* Rosane da Silva – CUT
* militante do movimento negro - Mayara
* União brasileira de mulheres
* Consolação
* NEPEM (núcleo de gênero da UFMG)

20h – Jantar

21h – Atividade Cultural

Dia 02 de maio

8h – Café da Manhã

9h – Mesa de Debate

As mulheres transformando a universidade


12h30 – Almoço

14h00 – Grupos de trabalho simultâneos

· Assistência Estudantil

· Reforma Universitária

· Produção de Conhecimento Acadêmico

· Movimento Estudantil

· Políticas Públicas

As mulheres e o Mundo do trabalho.

16h30 – Legalização do Aborto

Rodas de conversa simultâneas sobre as diversas abordagens do tema.

18:30h – Jantar

19h30 – atividades autogestionadas.

21h - Atividade Cultural

Dia 03 de maio

8h – Café da Manhã

9h – 11h15

Mesa de Debate – Participação das mulheres na política

Palestrantes Convidadas:

Liana Queiroz - 1 diretora de mulheres UNE

Nilcéia Freire – Ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres

Jô Moraes - Deputada Federal

Tatau Godinho – Ex-Coordenadora da Coordenadoria Especial da Mulher do Município de São Paulo

Sônia Leite - movimento negro

11h30 – Atividades auto-gestionadas

13:00h – Almoço

14:30h – Plenária de Encerramento

Vestibular: é preciso ir além da unificação

O anúncio proferido pelo Ministro da Educação, Fernando Haddad, de unificar os vestibulares das Universidades Federais a partir do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) tem esquentado o debate educacional. A extinção do vestibular é uma reivindicação antiga dos estudantes. Porém, entendemos que uma nova forma de acesso precisa fazer parte de um pacote maior de medidas que radicalizem a democratização da Universidade. Alterações como essa não deve ser feita às pressas e unilateralmente, quando o que o Brasil precisa é de uma ampla união da sociedade em torno de um Projeto de Estado para a educação.

Cinco mil estudantes foram às ruas ontem, em São Paulo, para pedir o fim do vestibular e rebater a proposta do Ministro da Educação (MEC), de unificar os vestibulares das universidades federais a partir do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A extinção do vestibular é uma das reivindicações históricas do movimento estudantil. A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) pressionam há muito tempo o MEC a apresentar uma alternativa ao sistema de ingresso na Universidade.


Há muito tempo a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) pressionam o MEC a apresentar uma alternativa ao sistema de ingresso na Universidade. O vestibular é mistificado ao longo de toda a formação acadêmica. Uma prova única, de caráter conteúdista e meritocrático que aprofunda o abismo entre o ensino privado e público. Ao valorizar o conteúdo decorado em detrimento da análise, o vestibular nos moldes atuais limita e rebaixa o currículo do Ensino Médio.

Ao fazer este debate, é preciso lembrar que hoje a oportunidade de cursar uma faculdade é reservada a menos de 12% da juventude de nosso país, segundo dados do Censo Educacional de 2007. O desafio do Brasil é romper os muros das Universidades, tornando-a acessível também à população de baixa renda. As ações do Estado precisam estar voltadas a políticas afirmativas que corrijam a distorção social que marca a Universidade brasileira.


O Governo, com o mesmo empenho demonstrado na formulação do novo ENEM, precisa, por exemplo, priorizar a aprovação do Projeto de Lei que tramita no Senado e prevê a reserva 50% das vagas das Universidades Públicas para estudantes oriundos das escolas públicas.

Há fatores positivos na proposta apresentada, que precisa ser aprimorada através de consultas públicas. O formato analítico do ENEM valoriza a capacidade crítica do estudante. As alterações propostas aproximam a Universidade da formulação do ENEM, comprometendo as Instituições de Ensino Superior com o currículo do Ensino Médio e com a formação e qualificação dos professores da rede escolar.


Ao mesmo tempo, manter o formato de uma única prova anual, concentrada em poucos dias, impõe uma limitação grande à nova avaliação. Para superar a lógica dos cursinhos preparatórios e estabelecer uma dinâmica mais equânime de avaliação, o ENEM deve ser seriado, ou seja, expandido para as três séries obrigatórias do Ensino Médio.


Estabelecendo um instrumento único de ingresso no Ensino Superior o país avança na constituição de um sistema integrado de educação, capaz de interligar o ensino infantil à formação superior, gerar a unificação dos currículos escolares em âmbito nacional e impor a diminuição das desigualdades regionais. É a constituição deste sistema o tema da recém lançada Conferencia Nacional de Educação, convocada pelo MEC, que se desenrola até abril de 2010. Para esta Conferência, diversos atores do movimento educacional foram chamados a se pronunciar, inclusive sobre a mudança do sistema de ingresso na Universidade.

O fim do vestibular não pode ser feito descolado de solução para o financiamento da educação. Para ser efetivamente transformador, um projeto desse tipo precisa contemplar um maior investimento do Estado em assistência estudantil e no Ensino Médio, para além do valor proposto pelo MEC.


Sem recursos para financiar auxílio moradia, transporte e alimentação dos estudantes de baixa renda que conquistarem vagas em instituições fora de seu município de origem, a pretensa mobilidade acadêmica não passará de discurso. Da mesma forma, caso não se efetive uma maior atenção do Estado para o financiamento do Ensino Médio nas escolas públicas a vantagem das escolas particulares e do mercado de cursinhos preparatórios prevalecerá mesmo com o novo ENEM.


Lutamos pela implementação de uma Universidade mais justa e democrática. É preciso tomar medidas de inclusão da população de baixa renda que não se resolverá apenas com a alteração da fórmula do vestibular. Mas sim com a garantia de maior investimento público na educação.


Como responsáveis pelas transformações educacionais do último período, milhares de estudantes, chamados pela UNE e pela UBES, saíram às ruas nesta semana para exigir mais do que propostas reducionistas. É preciso lutar pela transformação da Universidade brasileira em um espaço democrático a serviço do desenvolvimento do Brasil.

Por Lúcia Stumpf - Presidente da UNE

Campos sedia evento Internacional de Astronomia

No ano Internacional da Astronomia, o Instituto Federal Fluminense (IF Fluminense) será a sede do 2º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica, organizado pelo Clube de Astronomia Louis Cruls, com a participação de representantes da Ásia, Europa e Américas. A entrada é franca.Justificar
Entre os destaques está a participação de Anousheh Ansari, a primeira mulher exploradora espacial privada. Anousheh é uma empresária norte-americana que pagou milhões de dólares para passar nove dias na Estação Espacial Internacional em 2006. Ela faz a palestra de abertura, no Trianon, com o tema “Como é viver no espaço!” e conversa com as crianças no sábado, 18, a partir das 14h.

O astronauta brasileiro Marcos Pontes também confirmou presença. No dia 18, sábado, ele conversa com as crianças de 15h às 16h e no dia 19, domingo, ele ministra a palestra “O desafio do Espaço” às 9h.

Outro destaque da programação é o representante do Ministério de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Cuba, Oscar Pomares, e da Coordenadora do UNAWE, programa de astronomia específico para crianças, Carolina Odman.

Além de palestras, o evento vai contar com oficinas, mini-cursos, exposições, uma programação especial para as crianças, lançamento de foguete e torneio de robótica. Quem quiser fazer a inscrição antecipada basta acessar o site www.meeting.passeiopeloceu.org. De acordo com a organização 350 pessoas já se inscreveram e a expectativa é da participação de 500 pessoas.

“Este será um dos maiores eventos mundiais de astronomia este ano. Não é comum conseguir reunir pessoas de tantos países, mas o Clube Louis Cruls conseguiu pelo reconhecimento que tem. A gente espera formar novas parcerias e motivar pessoas a participarem do nosso Clube”, diz o presidente Marcelo Oliveira.

MEC prorroga prazo de inscrição para o Fies

O prazo para inscrição no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), que se encerraria nesta sexta-feira (17), foi prorrogado até o dia 30. Podem pedir o benefício os estudantes matriculados em instituições de educação superior particulares que tenham aderido ao Fies em 2009.

Para concorrer ao financiamento, o interessado deve estar matriculado em instituição de ensino superior privada que tenha aderido ao Fundo de Financiamento Estudantil em 2009 e ser bolsistas parcial do ProUni.

A ficha de inscrição está disponível no site da Caixa Econômica Federal. Após preencher o documento, o estudante deve imprimir o protocolo em duas vias e entregá-lo na instituição onde está matriculado até o último dia de inscrição.

O prazo para que os beneficiados com bolsa parcial do Programa Universidade para Todos (ProUni) peçam o financiamento vai até o dia 24. Após a inscrição, o aluno tem até o dia 27 para comparecer à instituição na qual está matriculado e entregar o protocolo de inscrição.

O aluno com bolsa parcial do Prouni, independentemente do semestre que esteja cursando, pode pagar o restante da mensalidade com o financiamento. Durante o curso, pagará taxa de R$ 50 a cada três meses, recurso que amortiza parte dos juros do financiamento.

Como funciona o Fies

O Fies tem taxas de juros fixas de 3,5% ao ano para estudantes dos cursos de licenciatura, pedagogia, normal superior e das carreiras incluídas no Catálogo de Cursos Superiores de Tecnologia, e de 6,5% ao ano para estudantes dos demais cursos.

Como se trata de financiamento, o aluno precisa apresentar um ou mais fiadores ou usar a fiança solidária - grupos de três a cinco estudantes, matriculados na mesma instituição, tornam-se fiadores uns dos outros, responsabilizando-se pelo pagamento das prestações de todos os integrantes do grupo. Na fiança solidária não há necessidade de comprovar renda.

Para outras informações, consulte o site do Fies.

Anatel regulamenta sistemas de banda larga pela rede elétrica

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou hoje a Resolução 527, que aprova o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências por Sistemas de Banda Larga por meio de Redes de Energia Elétrica (BPL).
O documento estabelece os critérios e parâmetros técnicos que permitem a utilização dessa tecnologia de forma harmônica com as aplicações de radiocomunicação que usam radiofreqüência na faixa entre 1.705 kHz e 50MHz. Com essas regras, a Anatel permite que novas tecnologias sejam utilizadas em benefício da sociedade, por meio do uso compartilhado do espectro eletromagnético, uma vez que as redes de distribuição de energia elétrica disponíveis apresentam grande capilaridade no território brasileiro.

A Agência tomou precauções para que os sistemas BPL não causem interferência prejudicial em outros serviços, como o de Radioamador e o de Radiodifusão de Sons e Imagens. Nesse sentido, os sistemas poderão operar nas faixas de 1.705 kHz a 50 MHz em caráter secundário. Também foi estabelecida a obrigatoriedade da utilização de filtros capazes de atenuar as radiações indesejadas. Os sistemas deverão dispor de mecanismo que possibilite o desligamento remoto, a partir de uma central de controle, da unidade causadora de interferência prejudicial, caso outra técnica para sua atenuação não alcance o resultado esperado.

A operação do BPL, em Redes de Média Tensão, não poderá provocar radiações indesejadas nas faixas de exclusão, que abrangem faixas de radiofreqüências atribuídas aos serviços Móvel Aeronáutico e de Radioamador. Os limites de radiação indesejada causada pelos sistemas BPL dentro de zonas de proteção de estações costeiras atribuídas ao Serviço Móvel Marítimo devem estar atenuados a um nível de pelo menos 10 dB abaixo dos limites especificados na regulamentação. No caso das zonas de proteção de estações terrestres, é vedada a operação desses sistemas na faixa de 1.705 kHz a 30 MHz.

Os equipamentos que compõem o sistema BPL devem possuir certificação expedida ou aceita pela Anatel, de acordo com a regulamentação vigente, e atender às normas cabíveis, referentes ao sistema elétrico, expedidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os sistemas existentes, em desacordo com o Regulamento aprovado, poderão operar até 30 de junho de 2010, quando deverão ser desativados. A prestadora que fizer uso de sistema BPL deve apresentar à Anatel, em até 30 dias antes de início de operação, informações necessárias para a criação e manutenção de uma base de dados pública, disponível a quaisquer interessados, atualizando-a na entrada de operação do serviço e sempre que houver alterações.

VAGAS PARA EMPREGO Secretaria de trabalho e renda divulga 41 vagas


O Balcão de Empregos da secretaria municipal de Trabalho e Renda de Campos divulgou nesta segunda-feira (13/04), uma lista com 41 novas oportunidades de emprego.
Os interessados devem comparecer com o currículo em mãos no balcão, localizado à avenida 28 de Março, 533. O atendimento acontece de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h.

Todas as vagas oferecidas exigem experiência. Confira abaixo as novas oportunidades:

3 Costureiras para bolsas
1 Contador
1 Alinhador de automóveis
12 Carpinteiros
1 Mecânico de freio e roda de caminhão
1 Encarregado de terraplanagem
1 Eletricista de automóveis profissional
1 Torneiro profissional
2 Manicures
3 Garçons
1 Maitre
1 Técnico de refrigeração
5 Lavadores profissionais
1 Doméstica para Cardoso Moreira
1 Motorista categoria "D" para ônibus
1 Salgadeiro
5 Nutricionistas

Primeiro emprego para os jovens como bandeira

Reorganizar o movimento estudantil, visando um novo momento político que chega a Campos. Esse é o principal objetivo do estudante André Lacerda, 20 anos, reconduzido, no mês de fevereiro, à presidência da União da Juventude Socialista (UJS) no município. Depois de ser afastado por deliberação da presidência da União da Juventude Socialista (UJS) por declarar apoio para a então candidata à prefeita Rosinha Garotinho (PMDB) no segundo turno das eleições municipais no ano passado, André reassume a direção municipal da UJS e começou a colocar em prática as perspectivas e ações debatidas em plenária de filiados.
“Começamos uma grande campanha para a formação de grêmios estudantis nas escolas e diretórios acadêmicos nas universidades. Acreditamos que com a mobilização dos estudantes possamos estar organizando movimentos sociais e levando reivindicações ao novo governo municipal, politizando e conscientizando a juventude”, informou André, que espera ainda contribuir para a reconstrução de outra entidade estudantil, a Federação de Estudantes de Campos (FEC).
O primeiro emprego, o passe livre e a meia-entrada para os estudantes também estão entre as bandeiras que André, à frente da UJS, pretende levantar durante sua gestão, com final previsto para o fim do primeiro semestre de 2010. A proposta de uma lei que incentiva o primeiro emprego para os jovens e uma campanha para fiscalizar o cumprimento de meia-entrada em eventos culturais e do passe livre no transporte coletivo estão entre as ações que a UJS estuda colocar em prática.
“Temos três propostas de leis para a Câmara Municipal de Campos: uma para alterar a fiscalização da meia-entrada e as outras voltadas para o primeiro emprego para o jovem. Queremos propor aos vereadores uma lei que ofereça redução de impostos a empresas que oferecerem vagas a jovens que nunca trabalharam e outra que estabeleça a reserva de 20% das vagas de emprego para os jovens sem experiência anterior às empresas beneficiadas com o Fundecam”, adiantou André, criticando a falta de emprego para os jovens em um município que é considerado pólo universitário.

Para o universitário, o dinheiro público que é investido no pólo universitário, não é revertido para o desenvolvimento do município.
“A nossa expectativa é que avancemos com esse novo governo e que a prefeita Rosinha, que já assinou a nossa carta-compromisso, realize implementações nas áreas de Esporte e Cultura”, explicou o diretor, lembrando que, durante o Seminário de Políticas Públicas para a juventude, realizado em novembro de 2007 no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-Campos), a UJS deliberou uma carta da Juventude que foi entregue ao então prefeito Alexandre Mocaiber, ao Legislativo municipal e ao Judiciário. Nela, já constavam as reivindicações da juventude como o passe-livre, a garantia de meia-entrada, a criação de um Conselho Municipal de Juventude e aprovação de uma Lei Municipal de Incentivo ao Primeiro Emprego.

Mais rigor na fiscalização das leis municipais como principal meta da UJS
Segundo André, falta fiscalização efetiva para o cumprimento da lei municipal do passe-livre e para que a meia-entrada, regulamentada por leis federal, estadual e municipal, seja respeitada. As fraudes cometidas por aqueles que não são estudantes são os principais motivos para que se dificulte o acesso a programações esportivas e culturais com valor reduzido na opinião do presidente.
“Em Campos, a meia-entrada é respeitada apenas em cinema, jogo de futebol e show na Pecuária, quando deveria cobrir qualquer evento cultural. Situação semelhante, temos com o passe-livre, que defendemos, mas que falta fiscalização efetiva.
É um direito do estudante e não deve ser aceita restrição. Entendemos que o passe livre deve ser utilizado pelo estudante para qualquer atividade educacional, desde a ida à escola até a ida à casa de um colega para a realização de trabalho escolar e eventos que acrescentem ao processo educacional”, explicou.
Matéria publicada no Jornal O Diario hoje

UNE e UBES reivindicam participação no debate sobre o modelo de vestibular unificado


Entidades ainda cobram políticas de assistência estudantil mais adequadas a realidade dos estudantes brasileiros

O assunto que têm esquentado as pautas sobre educação nas ultimas semanas refere-se à intenção do ministro da Educação, Fernando Haddad, em unificar os vestibulares das universidades federais ao ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). A proposta foi apresentada pelo ministro aos reitores das universidades que não chegaram há um consenso. De acordo com o ministro o ENEM seria reformulado, passando a adotar um novo formato onde visaria promover o aprendizado necessário para a formação e desenvolvimento do raciocínio.


A proposta do ministro é criar, a partir de acordo com os reitores das universidades, um processo de seleção unificado para todo o País a ser testado nos vestibulares para o ano letivo de 2010, que serão aplicados este ano. Segundo Lúcia Stumpf, presidente da UNE, "o exame unificado poderia forçar a criação de um sistema nacional de educação. Isso significa estabelecer um padrão de ensino para todo o país, garantindo que os estudantes do norte e do sul aprendam as mesmas coisas".


Lúcia vai além, cobrando do MEC uma política mais consistente, pois o novo modelo não responde as necessidades dos jovens de baixa renda. "É muito importante e necessária a assistência estudantil que garanta o jovem na universidade, com alimentação, moradia e transporte até a conclusão do curso, seja na universidade pública ou privada".


O presidente da UBES, Ismael Cardoso, faz uma critica ao processo de construção ao modelo unificado de vestibular do ministério que não ouviu os estudantes. "Este modelo unificado avança em algumas questões, mas é característico de uma proposta construída só por docentes". Ismael ainda questiona: "Como um estudante do Ceará, que alcança uma média para estudar em universidade do Paraná, vai se sustentar em um estado que não é a realidade dele, longe da família? É uma proposta que não democratiza a universidade pública".


Esses critérios definem pautas levantadas no projeto de reforma universitária da UNE que implica a democratização do acesso a universidade, da permanência e estrutura interna e atenda as demandas dos estudantes e para o desenvolvimento do País como a autonomia universitária, que inclui entre outros pontos, democracia, com eleição direta para reitor nas universidades com eleição paritária e pelo fim da lista tríplice; acesso, pela implementação imediata do PL 73/99 que garante Reserva de Vagas para estudantes de escola pública, e cotas e assistência estudantil que contemple alimentação, transporte e moradia estudantil.


A regulamentação do Ensino Privado, contra a mercantilização e desnacionalização da educação; a reestruturação acadêmica e curricular, rompendo com a antiga fórmula da unilateralidade na relação professor-aluno; ensino profissional e tecnológico, que vise a criação bolsas de pesquisa e extensão para ensino tecnológico e cefets; pesquisa, pela ampliação e aperfeiçoamento do sistema de pós-graduação e extensão que garanta carga horária mínima de atividades de extensão nas grades curriculares dos cursos de graduação

Botafogo dá chocolate no Vasco no Maracanã e está na final da Taça Rio

Maicosuel comemora seu primeiro gol



Com show de Maicosuel, Glorioso pode ser campeão carioca já no próximo fim de semana. Equipe espera pelo vencedor do Fla x Flu

O Botafogo massacrou o Vasco e venceu por 4 a 0 na noite deste sábado, no Maracanã, garantindo uma vaga na final da Taça Rio. O Glorioso não tomou conhecimento dos 100% de aproveitamento do time da Colina no torneio e aplicou um chocolate na véspera da Páscoa. Agora, a equipe de General Severiano espera o vencedor do confronto entre Flamengo e Fluminense, neste domingo, para tentar conquistar em um jogo o Campeonato Carioca sem a necessidade de duas partidas decisivas, já que conquistou a Taça Guanabara.


Para quem gosta de arte


Mais uma exposição coletiva está em cartaz no Centro Cultura Musical

ATAFONA - No quadro, lembrança dos detroços do famoso prédio que o mar já levou


Apreciadores de artes não podem deixar de conferir a exposição coletiva que está no Espaço Cultural do Centro Cultura Musical de Campos. Com o tema Faficarte II, a mostra busca aproximar a arte e a comunidade da produção artística desenvolvida na região. Vários artistas participam da programação: Rosana Portugal Artiles, Pauline Pessanha, Andersom Neto, Paulo Rocha e Elisabete, alunos de Artes Visuais da Faculdade de Filosofia de Campos, que tem como coordenadora a professora Dione Baptista.

A primeira edição do projeto aconteceu no ano passado. A mostra concentrou 12 obras, assinadas por oito alunos do 6º período (do turno da manhã) do curso de Artes Visuais da Fafic: Jocineide Pessanha, Liliana França, Rita Gonçalves, Fabíola Siqueira, Jussara Rangel, Maria Cristina Saint’ Clair, Rossana Henriques e José Antonio Ferraiuoli.


O ESPAÇO
A exposição está montada no segundo pavimento da escola de música, fundada em 1990, por iniciativa do maestro Jony William Villela Vianna. O Centro mantém inúmeros cursos na área da música erudita, sem, entretanto desprezar a música popular.

A escola conta com várias formações sinfônicas e camerísticas, entre elas, a Orquestra Sinfônica Jovem de Campos, a Orquestra Sinfônica Infanto-Juvenil, a Orquestra-Escola, a Camerata David Machado do Centro Cultura Musical e outros grupos camerísticos populares. As exposições no local têm entrada franca.


EXPOSIÇÃO DO FAFICARTE II
Até 30 de abril, no Centro Cultura Musical de Campos, das 9h às 21h.
O endereço é: Avenida Alberto Torres, 223 - Centro
Entrada franca

Dona Ivone Lara: a enfermeira do samba

Foto: Divulgação

Quando trabalhava como enfermeira e, depois, como assistente social do Instituto Psiquiátrico Pedro II, no Engenho de Dentro, Dona Ivone Lara costumava percorrer as enfermarias e pavilhões em busca das histórias, referências e laços familiares dos pacientes. Era uma rotina, que além de dar-lhe satisfação, fazia parte do tratamento terapêutico. Entre uma busca e outra, Dona Ivone descobriu Ribamar, um paciente que recebia os cuidados da jovem enfermeira por estar com a saúde debilitada, mas que ainda assim guardava em sua mente confusa, as lembranças da época em que animava os salões do Rio como músico da Orquestra Tabajara.

A música, ou melhor, o samba, sempre esteve associado de uma forma ou de outra a esta senhora de 87 anos – ela completa 88 anos no dia 13 de abril -, nascida no subúrbio do Rio e que se tornou a diva do samba e uma das maiores representantes da história do Império Serrano, sua escola de coração. Na década de 40, Dona Ivone compunha seus sambas quase que clandestinamente, para fugir do preconceito reinante à época. Ela recorda dos tempos em que corria de um emprego para outro para garantir o seu sustento.

- Na minha época de enfermeira eu trabalhava 24/48 horas e corria para a Maternidade de Cascadura para complementar o salário -, diz a sambista, que prestou concurso público para o Ministério da Saúde em 1942, antes de ingressar na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, onde atuou como enfermeira e, depois, como assistente social por 38 anos.

Mesmo aposentada desde 1977, dona Ivone empresta sua solidariedade aos colegas de profissão que, como ela, lutam por melhores salários e por uma jornada de trabalho mais justa e menos desgastante. Ela disse apoiar a luta da categoria a favor da regulamentação da jornada de trabalho de 30 horas por semana, contra as 40 horas semanais como querem manter os empregadores.

- Minha primeira profissão na vida foi como enfermeira. Depois que saí do colégio interno, entrei na Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, na década de 30, onde permaneci por oito anos. Era a primeira escola de enfermagem do país, lá Praia Vermelha – recorda Dona Ivone, que se recorda ainda de ter frequentado a Escola de Enfermagem Anna Nery.

Quando o assunto é carnaval, a diva do samba afirma que passará os quatro dias de folia reclusa em casa, no subúrbio de Oswaldo Cruz, assistindo aos desfiles das escolas de samba pela tv.

- Já estou com 87 anos. Desfilo desde 1947. A última vez que desfilei pelo Império foi há quatro anos, na ala das baianas. Senti muito cansaço – recorda a autora do samba “Os cinco bailes da corte” juntamente com o não menos importante Silas de Oliveira.

Sobre o carnaval dos dias de hoje, dona Ivone não hesita em criticar as regravações de sambas enredo que caíram nas graças do público em anos anteriores. Ela lembra que os seus filhos costumavam tirar boas notas na escola “de tanto ouvirem os sambas que contavam a história da Família Real no Brasil”, relembra.

- Está faltando criatividade. Antigamente, você recebia a sinopse do enredo, fazia o samba e contava tudo com melodia. Hoje em dia quase não tem melodia - diagnostica com sabedoria a diva da escola do Morro da Serrinha, em Madureira, demonstrando a segurança típica de quem fora privilegiada com um dom concedido a poucos.