Narcóticos Anônimos - Capítulo Um: Quem é um Adicto?

Trechos que achei importante destacar, retirados do Livro " Texto Básico de Narcóticos Anônimos", edição em português-BR.
A maioria de nós não precisa pensar duas vezes sobre esta pergunta. NÓS SABEMOS! Toda a nossa vida e nossos pensamentos estavam centrados em drogas, de uma forma ou de outra - obtendo, usando e encontrando maneiras e meios de conseguir mais. vivíamos para usar e usávamos para viver. Um adicto é simplesmente um homem ou uma mulher cuja vida é controlada pelas drogas. Estavámos nas garras de uma doença progressiva, que termina sempre da mesma maneira: prisões, instituições e morte.

Como somos adictos, o uso de qualquer substância que altere nossa mente ou nosso humor provoca um problema em qualquer área da vida. A adicção é uma doença que envolve mais do que o uso de drogas. Alguns de nós acreditam que a doença já estava presente muito antes de termos usado pela primeira vez.
Sofremos de uma doença que se manifesta de maneiras anti-sociais, e que torna difícil a detecção, o diagnóstico e o tratamento.

Um aspecto da nossa adicção era a nossa incapacidade de lidar com a vida como ela é.
Experimentavámos drogas e combinações de drogas, tentando lidar com um mundo aparentemente hostil. Sonhavámos encontrar uma fórmula mágica que resolvesse o nosso maior problema - NÓS MESMOS. A verdade é que não conseguimos ter êxito, usando qualquer substância que alterasse nossa mente ou modificasse nosso humor, inclusive MACONHA E ÁLCOOL. As drogas haviam deixado de nos fazer sentir bem.

AS FUNÇÕES MENTAIS E EMOCIONAIS MAIS ELEVADAS, COMO A CONSCIÊNCIA E A CAPACIDADE DE AMAR, FORAM FORTEMENTE AFETADAS PELO NOSSO USO DE DROGAS.

Nossa habilidade de viver ficou reduzida ao nível animal Nosso espírito estava em pedaços. Tínhamos perdido a capacidade de nos sentirmos humanos. Parece exagero, mas muitos de nós estiveram nesse estado mental.

Como adictos, temos uma doença incurável chamada adicção. A doença é crônica, progressiva e fatal. No entanto, é uma doença tratável. Sentimos que cada um deve responder à pergunta: "Sou um adicto?" Para nós, não tem qualquer importância imediata sabermos como contraímos a doença. O que nos interessa é a recuperação.

EST
ÁVA
MOS CONSTANTEMENTE EM BUSCA DA RESPOSTA - AQUELA PESSOA, AQUELE LUGAR, AQUELA COISA QUE IRIA RESOLVER TUDO. FALTAVA-NOS A CAPACIDADE PARA LIDAR COM O DIA-A-DIA. À Medida que a nossa adicção progredia, muitos de nós se viram entrando e saindo de instituições.

A NOSSA EXPERIÊNCIA DEMOSTRA QUE A MEDICINA NÃO PODE CURAR NOSSA DOENÇA
Compreendemo que nunca estaremos curados e que conviveremos com a doença pelo resto de nossas vidas. Temos uma doença, mas nós nos recuperamos. A cada dia é nos dada uma nova oportunidade. Estamos convencidos de que, para nós, só existe uma maneira de viver: o caminho de NA.
Nossa adicção nos escravizara.
Começamos a tratar a nossa adicção parando de usar.
Muitos de nós procuraram respostas, mas fracassaram em encontrar qualquer solução prática, até que encontramos uns aos outros. Quando nos identificamos como adictos, a ajuda torna-se possível. Podemos ver um pouco de nós mesmos em cada adicto e ver um pouco deles em nós. Esta compreensão permite que nos ajuemos mutuamente. Nosso futuro parecia desesperador, até que encontramos adictos limpos, dispostos a partilhar conosco. A negação da nossa adicção permitiu-nos parar de usar. As pessoas em NA disseram-nos que eram ADICTOS EM RECUPERAÇÃO, QUE TINHAM APRENDIDO A VEVER SEM DROGAS. Se eles tinha conseguido, nós também conseguiríamos.
Certas coisas foram acontecendo à medida que continuamos usando. Nós nos, habituamos a um estado de espírito comum aos adictos. Esquecemos como eram as coisas antes de começamos a usar; esquecemos dos comportamentos sociais. Adquirimos hábitos estranhos e maneirísmos. Esquecemos como se trabalha; esquecemos como se brinca; esquecemos como nos expressar e como demostrar interesse pelos outros. Esquecemos como sentir.

Talvez tenhamos tentado moderar, substituir ou, até mesmo, parar de usar, mas passamos de uma fase de sucesso e bem estar com drogas para uma completa falência espiritual, mental e emocional.
Aqueles de nós que não morrem da doença vão para a prisão, instituições psiquiátricas, ou para a completa desmoralização, à medida que a doença progride.
As drogas haviam nos dado a sensação de que poderíamos controlr qualquer situação que surgisse. Mas fomos nos apercebendo de que o uso de drogas era o grande responsável por alguns dos nossos piores apuros. Alguns de nós pode passar o resto da vida numa prisão por um crime relacionado a drogas.
Se você tiver problemas com drogas, procure um Grupo de Narcóticos Anônimos, ou entre no site www.na.org.br



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