Marcelo Canellas fala sobre jornalismo e ciência na Uenf

Por Ascom da Uenf

Um dos repórteres mais premiados da TV brasileira, o jornalista Marcelo Canellas, da Rede Globo, estará no Centro de Convenções da Uenf, na próxima quinta-feira (19/11), às 16h, para proferir a palestra O papel do jornalista na comunicação da ciência. Aberta à comunidade, a palestra abre os trabalhos do I Simpósio Nacional de Jornalismo Científico, que será realizado nos dias 25 e 26 de novembro (quarta e quinta-feira), no Centro de Convenções da Uenf. As inscrições para o evento podem ser feitas até 23/11.
Nascido em Passo Fundo (RS), Marcelo Pasqualoto Canellas é formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Iniciou a carreira de repórter de televisão na Rede Brasil Sul de Comunicação (RBS), de Santa Maria. Na década de 1980, passou a atuar na EPTV, emissora afiliada da Rede Globo em Ribeirão Preto (SP), e, em 1990, se transferiu para a TV Globo do Rio de Janeiro.
No período em que atuou no Rio de Janeiro, Canellas se notabilizou em coberturas históricas, como a da chacina da Candelária e a da passeata dos caras-pintadas pelo impeachment do então presidente Fernando Collor. Em 1993, atuando em Brasília, acompanhou alguns dos principais fatos jornalísticos do período, como a implantação do Plano Real e o julgamento da advogada Georgina de Freitas, acusada de fraudes na Previdência Social. Em 1996, cobriu o massacre de trabalhadores sem-terra em Eldorado dos Carajás, permanecendo por 20 dias na região sul do Pará, para mostrar como se dava o acirramento dos conflitos entre latifundiários e trabalhadores rurais.
Ainda na década de 1990, fez uma série de matérias com temáticas sociais em defesa dos direitos humanos, como a exploração sexual de menores no Acre e o trabalho infantil no nordeste. Em 2001, deu início a uma série de reportagens sobre a fome, baseada no livro Geografia da fome, de Josué de Castro. Exibida no Jornal Nacional, a série Fome tornou-se uma das mais premiadas do telejornalismo brasileiro. Entre outros, a equipe recebeu o prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, o Barbosa Lima Sobrinho, o Imprensa Embratel, o Vladimir Herzog, na categoria documentário, e a Medalha ao Mérito da ONU.
O jornalista recebeu, por duas vezes, o Prêmio Nuevo Periodismo, oferecido pela Fundação Nuevo Periodismo Ibero-americano (FNPI), em parceria com a empresa mexicana Cemex. Com a reportagem Cerrado, exibida no Jornal Nacional, ganhou o prêmio em 2005, na categoria Telejornalismo. Três anos depois, ganhou o mesmo prêmio, agora na categoria Sustentabilidade, com a série Terra do Meio: Brasil Invisível, exibida no Bom dia Brasil.

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