Cinco Perguntas! Uma entrevista com a Renata Gonçalves.

Blog: Quem é Renata?
Renata: Renata Barbosa Gonçalves, aluna do 8o período do curso de Licenciatura em Física do CEFET Campos, Voluntária no Projeto de Curso Preparatório CEFET Social em Gargaú, Bolsista do Programa de Apoio a Alunos Portadores de Necessidades Educativas Especiais (PAPNEE CEFET Campos), Presidente do Diretório Central dos Estudantes do CEFET Campos (DCE CEFET Campos - Gestão 2007/2008).
Blog: Qual a importância da participação feminina na gestão do Movimento Estudantil no Diretório Central dos Estudantes do CEFET Campos?
Renata: Acredito que a participação feminina demonstra toda a expectativa que os alunos têm na nossa gestão que chamamos de a gestão da diversidade, esta diversidade queríamos que fosse entendida não só pelo respeito às diferenças, mas principalmente na luta para que essas diferenças sejam supridas com oportunidades. Numa instituição voltada predominantemente para áreas onde a demanda principal é de profissionais do sexo masculino, ter na gestão mulheres coloca várias questões a serem superadas como, por exemplo, a insistente situação das ofertas de estágios destinadas em alguns casos a somente alunos do sexo masculino, as poucas vagas disponibilizadas pelas empresas para profissionais do sexo feminino em comparação com as destinadas as oferecidas aos do sexo masculino. Ter mulheres a frente é com certeza à oportunidade de denunciar as diversas opressões que as mulheres ainda sofrem no dia-a-dia, tendo condições de reivindicar ações concretas de mudanças.
Blog: Como bolsista do Núcleo de Apoio aos Portadores de Necessidades Especiais, hoje você é uma pesquisadora de novas tecnologias educacionais, apresentando um trabalho oral na Universidade Federal da Bahia, comente um pouco desta experiência.

Renata: Há três anos sou bolsista do PAPNEE no CEFET Campos, a equipe é formada por vários profissionais ligados a área de educação especial: uma psicóloga, uma assistente social, uma professora de matemática, uma advogada, uma professora de física além de alunos bolsistas de nível médio e superior. A professora de física Sirley Brandão trabalha nessa área há mais de 15 anos e é minha orientadora. Tenho acompanhado e realizado experiências com construção e aplicação de materiais alternativos para o ensino de ciências (biologia, física e química) de alunos com deficiência visual, em particular os alunos que participam das aulas de reforço escolar disponibilizadas no PAPNEE e são do ensino médio do CEFET Campos. A oportunidade de apresentar meu trabalho num congresso como o organizado pela UFBA foi muito importante para mim. Foram vários os profissionais que assistiram minha explanação sobre os materiais que venho desenvolvendo, muitos me procuraram após a apresentação para fotografar o material, trocar e-mails enfim fiquei muito feliz, pois tive a certeza que colaborei para que esse conhecimento não ficasse restrito aos muros do CEFET Campos, colaborando de alguma forma para o desenvolvimento de outros trabalhos em outras escolas do país.
Blog: Quais são os projetos que a Gestão da Diversidade , hoje a frente do Diretório Central dos Estudantes do CEFET Campos, tem para o ano de 2008?
Renata: Temos muitos projetos em relação a eventos e o lançamento de um jornal com um balanço desses quase seis meses de gestão. Mas a nossa principal meta para 2008 é cumprir nossas propostas que ainda faltam serem cumpridas como a questão da flexibilidade do currículo do Ensino Superior, redução da carga horária dos alunos bolsistas de nível superior assim como a adequação dos locais de trabalho dos mesmos, e a criação do curso básico de LINUX direcionado aos alunos do Ensino Superior.
Blog: O que pensa sobre a juventude?
Renata: A juventude para mim hoje é a grande responsável por ainda se ter esperança de mudanças nesse país. Ouvimos a mídia o tempo todo dizer que a maioria dos jovens estão alienados, mas discordo desse ponto de vista, pra mim a maioria dos jovens são conscientes sim da situação de caos ao qual se encontra o cenário político do país, repleto de corrupção. Porém o fato de poucos se envolverem com a política deixa espaços para aqueles que por interesses pessoais se corrompem. Mas tenho expectativas que a juventude sentirá a responsabilidade de ocupar esses espaços e construirão um país melhor. Acredito que muitos jovens ainda serão líderes nesse país colaborando para um país mais justo e com menos corrupção, como diria Paulo Freire “Aceitar o sonho de um mundo melhor e a ele aderir é aceitar entrar no processo de criá-lo”.

** Gostaria de terminar deixando uma frase que faz muito sentido para todos aqueles que anseiam por mudanças na sociedade em que vivemos e que acredito resume a importânica de cada um assumir suas responsabilidades enquanto cidadãos:
“Nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo (GANDHI)”.

4 comentários:

Anônimo disse...

Muito boa a entrevista...essa garota tem um potencial enorme e representa a juventude brasileira com elegância.
Parabéns.

Anônimo disse...

A entrevista foi perfeita. Uma garota com muita garra e que sobe representar muito bem os estudantes do CEFET Campos, atual IFF Campos. Quem dera se nossos representantes fossem como ela, quem sabe teríamos um país melhor.
Está de parabéns tanto pela entrevista quanto pela gestão da diversidade. Digo isto com uma maior segurança, pois sou aluno(a) da instituição e nunca tinha visto uma gestão tão compromissada como esta.
Esperamos que os próximos se espelhem para fazer sempre o melhor para os discentes.

Anônimo disse...

A entrevista é um incentivo para qualquer jovem que também deseja mudança para seu país e faculdade...Agora o DCE do CEFET está em boas mãos, pois a representação da colega é de qualidade e inteligência.

Anônimo disse...

lfklfkslfk