Do Blog do Roberto Moraes:

O Rio Paraíba do Sul e a beleza da Curva da Coroa

Campos diante de seus desafios



Campos ainda está mergulhada numa grave crise, provavelmente, sem precedentes, em toda a sua história. Paradoxalmente, no momento de maior receita do setor público que deveria estar gerando expectativas de desenvolvimento tanto econômico quanto social, com respeito e preservação ambiental.
Desejável seria a prevalência de maturidade política associada a uma nova ética de gestão, condizente com os tempos democráticos que exigem participação e transparência na condução da coisa pública não mais como retórica, mas como princípio para a correção das mazelas dos últimos desgovernos.
É impossível esta construção sem uma concertação que tenha como princípio, a perspectiva de uma gestão compartilhada e fiscalizada pela sociedade e por um novo e independente legislativo, que efetivamente considere a finitude dos recursos hoje majoritários da receita proveniente dos royalties.
Necessário ainda, a disposição de olhar para a frente, de organizar o município e sua pujante máquina na busca de eficiência administrativa para a construção e implementação coletiva de boas políticas públicas que propiciem inclusão, desenvolvimento e emancipação social.
Tem-se pela frente, uma tarefa gigantesca de superação de métodos enraizados, pela mudança que em 1988 ousou mudar para criar novos donos de velhas políticas. A política do toma-lá-dá-cá acabou vitaminada pelos royalties, que ao invés de construir, imobilizou o desenvolvimento de políticas de emancipação social e do empreendimento privado. Este abdicou da possibilidade ser parceiro, para ser dependente das verbas e dos verbos dos grupos políticos que passaram a assaltar os cofres públicos recheados, daquilo que deveria estar a serviço do campista excluído e necessitado dos mais elementares direitos, previstos abstratamente, na nossa Constituição.Campos precisa reagir ao atoleiro e aos problemas atuais. Campos merece algo melhor!

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