QUAL É SUA GEOGRAFIA II ? XI EREGEO SUDESTE

XI Encontro Regional de Estudantes de Geografia do Sudeste Acampamento no Campus da Praia Vermelha - UFF - Niterói-RJ
Galera da Geografia do CEFET Campos dando um rolet na Lapa - Rio de Janeiro-RJ

A metrópole moderna nos aprisiona. O sentimento de falta de sentido é gritante. Não se sabe mais quem se é, para onde ir. Não se vê mais a própria importância como indivíduo. O sentimento de insignificância leva à falta de responsabilidade e à apatia. Perdemos nosso mundo. Somos uma geração sem mundo, apáticos, sós, ensimesmados, sem referências.
E a Geografia nisso?
Sendo a Geografia um conjunto de conhecimentos e categorias de análise (com seus diferentes conceitos) com o propósito de entender os porquês de os fenômenos de localizarem do modo como se localizam, entendo que ela pode ser entendida, mais do que como uma disciplina acadêmica, como um conhecimento básico da existência humana, necessário para a autonomia de qualquer ser, pois entender nossa própria geograficidade é entender o lugar que somos, criamos e dividimos em todas as relações que nos constituem. Lanço então essas propostas propositalmente pouco sistemáticas, para promover o debate público. Que este EREGEO sirva, entre outras coisas, para tal:

POR UMA GEOGRAFIA DA CONVIVÊNCIA

Distribuições locacionais. Espacialidades e seus significados: Geografia.
E NÓS?
E EU?
Onde estou EU no mundo?
Onde está EU na Geografia?
Onde estão NÓS na Geografia?
Onde estamos?

A VIVÊNCIA

Eu. Ser de vivência geográfica. Ser espacial que entende e constrói com intencionalidade sua espacialidade.
Eu. Ser que aos outros percebe. Ser que cria fronteiras. Ser que divide e compartilha e é dividido.
Eu sou espacial e me espacializo com os outros eus.
Eu sou geográfico e me geografizo com os outros eus.
Nossa geograficidade tem sido padronizada, reprimida, insensibilizada. Nossa percepção dos outros e de nós mesmos tem sido castrada.
O simples caminhar conjuntamente em uma rua parece ser o caos. O choque eterno: a incapacidade de conviver, de atrelar nossas geograficidades individuais em uma geograficidade coletiva prazerosa e possibilitadora de real convivência.
Perceber; calma para perceber; cuidado em perceber; necessidade de perceber; vontade de perceber: conviver: atividades embrutecidas e em processo de aceleração do embrutecimento; Atividades essenciais do viver e fazer geográfico.

A PROPOSTA

É necessário perceber, entender e assumir nossas geograficidades.
É necessário perceber nosso corpo existindo e convivendo.
É necessário popularizar a potencialidade que o conhecimento geográfico possui para compreender a espacialidade que somos, criamos e dividimos.
É necessário popularizar o poder transformador que este conhecimento possui.
É necessário popularizar o poder transformador que esta possibilidade de percepção possui.
É necessário não separar o conhecimento dos atos pessoais: a ciência geográfica deve pensar o modo como nos espacializamos. Como eu me espacializo é forma de resistência e de construção de novas coletividades.
É necessário que digamos: minha espacialidade não será esta! Não quero nossa espacialidade assim!
É necessário que nossa geograficidade permita o bem viver, a proximidade, a individualidade, o carinho, o prazer.
Que dividir o mundo seja um prazer. Que nos espacializar juntos seja um prazer.
E que essa seja a geograficidade cotidiana.
A Geografia liberta!
Geografia é amor.

Dennis Zagha Bluwol
Geografia – PUC-SP

Um comentário:

godoy disse...

Queria que vc e sua turma colocassem esse tópico em discussão para lapidarmos nossa idéias..

Abraços!

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=196327&tid=5206025538471061784&start=1