Se a juventude é levada a sério, o futuro nos pertence!



POLÍTICAS PÚBLICAS DE JUVENTUDE

"Os anos de neoliberalismo e os oito anos de governo FHC foram cruéis e são sentidos até hoje pelajuventude brasileira. Ao falar em educação vemos que apenas 7,2% dos jovens têm acesso ao ensino superior e 40% param de estudar entre 16 e 17 anos, quase metade deles por dificuldades financeiras.
Dados apontam que 72,8% das mortes de jovens não são consideradas fruto de causas naturais. De acordo com o Mapa da Violência 2006, o Brasil aparece como o terceiro país em número de mortes de jovens por homicídios, com taxas de 55,5 para cada 100 mil jovens, só superado por Colômbia e Venezuela.
Os jovens, portanto, compõem o segmento populacional mais vulnerável aos males do Capitalismo, como a violência e a dependência de drogas. Nossa juventude sofre hoje, na realidade, um verdadeiro processo de extermínio, derivado de um sistema injusto e excludente.
A saída é a participação.
Levando em conta todas essas mazelas e também os anseios dos jovens é que hoje em dia se fala tanto em políticas públicas de juventude (PPJ). São diversos temas ligados à nossa realidade – trabalho, educação, esporte, lazer, moradia, segurança, sexualidade, cultura, drogas, meio ambiente, e outros.
Como em qualquer política pública, as PPJs também são tema de disputa política e ideológica. Defendemos a ampliação dessa discussão, com garantia de participação de toda a sociedade civil, e principalmente dos movimentos juvenis. Em outras palavras, são os próprios jovens que podem contribuir melhor para a formulação de políticas mais próximas de suas reais necessidades.
Todos os direitos pelos quais lutamos devem ser bandeiras na discussão das PPJs, assim como devemos levar em conta todos os dados da realidade concreta da juventude brasileira. Também é necessário fazer recortes importantes ao se pensar as PPJs, lembrando que existem jovens deficientes, negros, mulheres e homossexuais.
Para citar um exemplo, mais de metade das jovens já engravidaram, sendo que 30% delas até os 18 anos. Ou seja, esse recorte tem que ser levado em consideração.

“A juventude prevaleceu” (Art Popular)

Criados pelo governo Lula, a Secretaria Nacional de Juventude, o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e programas como o ProJovem inauguraram um importante marco institucional para as PPJs.
Soma-se a isso a convocação da I Conferência Nacional de Juventude, que apenas em suas etapas iniciais já mobilizou 200 mil jovens. Há também diversas ações em andamento no Congresso Nacional, como a discussão do Plano Nacional de Juventude e do Estatuto da Juventude.
Por seu potencial mobilizador e de promoção do diálogo democrático, merece destaque a criação do Conjuve, que se tornou um importante espaço de interlocução do governo com a sociedade. Sua criação representa um considerável passo para o êxito do novo modelo de políticas públicas de juventude, já que estas precisam contar com a participação efetiva dos jovens em sua elaboração, avaliação, proposição e execução.
A UJS, através das entidades em que atua, jogou papel fundamental na eleição da nova composição do Conselho, tendo sido ela mesma eleita para essa nova gestão. Os novos membros do Conselho tomaram posse em fevereiro deste ano.
Sabemos que as políticas em desenvolvimento no governo Lula ainda apresentam uma série de problemas e distorções, que precisam ser solucionadas e corrigidas. É claro que a política econômica vigente interfere diretamente nas ações governamentais, inclusive naquelas voltadas à juventude. Mas esses e outros problemas nem de longe são capazes de apagar os avanços que tivemos nessa área. Podemos afirmar que a política de juventude do atual governo vai no mesmo sentido da idéia geral que levou à eleição de Lula em 2002: a da construção de um novo projeto para nosso país, baseado em concepções distintas àquelas dos governos anteriores."

Trecho da Tese "Se o presente é de luta, o futuro nos pertence"

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