Educação profissional terá mais docentes

A expansão da educação profissional, com 214 novas escolas técnicas no país, e a implantação dos institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia em todos os estados determinam a criação de 21.730 cargos. Destes, 12.300 serão para professores e 9.430 para técnicos administrativos. O valor a ser investido em pessoal será de R$ 717 milhões anuais, quando todos estiverem ocupados.
A distribuição dos cargos será gradual e acompanhará o processo de implantação dos cursos e da estrutura administrativa de cada uma das novas unidades. Atualmente a rede federal de educação profissional conta com cerca de 15 mil docentes e 35 mil técnicos administrativos distribuídos por 180 instituições.
Outras 24 escolas, da primeira fase do plano de expansão, estão em obras e serão entregues nos próximos meses. As 150 escolas da segunda fase do plano de expansão estão em processo de implantação (doação e escolha de terrenos, audiências públicas para definição dos cursos, aprovação de projetos arquitetônicos e abertura dos processos de licitação para início das obras), com investimentos de R$ 750 milhões. Quando em pleno funcionamento, cada uma dessas escolas contará em média com 60 professores e 50 técnicos. A meta é chegar em 2010 com 354 escolas técnicas federais e 500 mil vagas.
Institutos — O MEC está reorganizando o modelo da rede federal de educação profissional, com a criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Eles serão implantados a partir da integração e reorganização de centros federais de educação tecnológica (Cefets), escolas agrotécnicas federais e escolas técnicas vinculadas a universidades federais.
Os institutos federais oferecerão educação superior, básica e profissional. Metade das vagas oferecidas será destinada a cursos técnicos de nível médio, em especial de currículo integrado. Na educação superior, haverá destaque para cursos de licenciatura em ciências da natureza, como física, química, matemática e biologia. Também serão incentivadas as licenciaturas de conteúdos específicos da educação profissional e tecnológica, como a formação de professores de mecânica, eletricidade e informática. Cada estado terá pelo menos um instituto, que ainda terá forte inserção na área de pesquisa e extensão.

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