"JCI: Liderança e Empreendedorismo"

JCI e a Representação Popular – Parte I

Em ano de tão fervoroso acontecimento no campo político, as eleições municipais, nada melhor que falar um pouco sobre o importante papel de entidades do Terceiro Setor, em especial a JCI, como forma de representação popular.
Joaquim Falcão, em seu livro Democracia, Direito e Terceiro Setor, fala muito bem em como o monopólio dos partidos políticos têm perdido força nos últimos tempos. Cabe ressaltar que esse enfraquecimento não é uma via de mão única, ou seja, não parte apenas da ação dos políticos, que muitas vezes não visa o bem estar dos cidadãos. Se fosse, o Tribunal Superior Eleitoral não teria necessidade de veicular tão eloqüente campanha sobre a consciência de que quem coloca os políticos no cargo em que eles estão, somos nós, cidadãos eleitores, e por conseqüência é nosso dever fiscalizar e cobrar suas ações, pois eles, somos nós lá.
Tudo bem, os problemas são conhecidos por todos nós e como meu pai está acostumado a dizer, “não tenhamos problemas, tenhamos soluções”. A solução? A solução está, em parte, bem perto de nós. Nas entidades do Terceiro Setor. Como? Simples! Visto que muitas dessas entidades têm poder de mobilização enorme. Quem organizou as Diretas Já? Os partidos contrários ao regime militar? E a campanha do Impeachment do ex-presidente Collor? Foram os políticos que votaram por sua saída? NÃO! Os organizadores dos dois movimentos foram a OAB, tendo como presidente do comitê da campanha o presidente dessa instituição, e o movimento estudantil liderado pela UNE, respectivamente. Para apresentar fatos mais atuais e mais próximos de nossa realidade, no ano passado no nosso município, em meio a inúmeros problemas gerados pelas enchentes do verão, foi criado um fórum permanente da sociedade civil de Campos que tinha como propósito a fiscalização das ações da municipalidade e era composto por praticamente todas as entidades do Terceiro setor da cidade. Entre elas a JCI que teve papel fundamental na constituição desse fórum, dando apoio jurídico na elaboração do estatuto e do regimento interno. Infelizmente o fórum não teve a ação esperada, talvez pelo rumo político que acabou tomando, mas essa é uma opinião pessoal e como aqui escrevo por estar presidente da JCI Campos não devemos, nesse momento, entrar nesse mérito. As ações acima relacionadas provam o grande poder de mobilização, de representação e, principalmente, de mudança que nós, Terceiro Setor, temos.
E agora vem a situação mais atual: como podemos atuar no pleito municipal que se aproxima. Talvez o que escreva aqui seja muito mais o que a JCI Campos irá fazer, mas acredito que algumas das iniciativas podem ser tomadas por outras entidades. Primeiro temos que estar abertos ao diálogo e à apresentação de propostas dos candidatos. No pleito de 2008, assim como em anos anteriores, estaremos de portas abertas aos que quiserem apresentar suas linhas de atuação, organizaremos debates e contribuiremos para que todos tenham direito à “um lugar ao sol”. Mas a ação não pode ficar apenas de forma passiva, apenas escutando. Devemos atuar também na fiscalização e na condução dos processos eleitorais, alem de contribuir para que toda a população possa, após termos eleito nossos representantes, fiscalizar, contribuir e, ativamente, agir em nosso município. Mas isso é assunto para a próxima semana. Forte abraço.

Hornis França Gomes Rosa

47º Presidente da JCI Campos dos Goytacazes
Engenheiro Civil

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