Jovens devem ter mais oportunidades de ensino técnico e profissional, afirma ministro da Educação

No Brasil há cerca de 3,5 milhões de jovens com mais de 18 anos matriculados no ensino regular. De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, manter estes jovens em cursos regulares é uma perda. “Eles ficam desmotivados porque não vêem aplicabilidade no conteúdo. A evasão é muito grande. O Brasil desperdiça dinheiro e os estudantes perdem tempo”, explicou.
Dados do Ministério da Educação comprovam que a evasão em turmas de cursos técnicos e profissionalizantes é muito inferior entre os estudantes com mais de 18 anos. “A evasão é menor por que os alunos encontram na educação profissionalizante uma opção para suas vidas”, esclareceu Haddad. As declarações foram dadas durante uma reunião, feita nesta quinta-feira, 17, na sede do MEC, em Brasília, com membros do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência e Tecnologia (Consecti).
Durante o encontro, Haddad pediu o auxílio dos secretários de Ciência e Tecnologia para aumentar o número de alunos matriculados no Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja). “Matricular os alunos no Proeja traz mais recursos para os estados e mais aproveitamento para os jovens”, defendeu.
Pela legislação atual, fica a cargo dos estados decidir se o ensino técnico e profissionalizante é de responsabilidade da secretaria de educação ou da pasta de Ciência e Tecnologia. “Os estados têm autonomia para decidir sobre isso, mas existem exigências que devem ser cumpridas como, por exemplo, a elaboração do Plano de Ações Articuladas (PAR) e o preenchimento do Censo Escolar”, esclareceu o ministro.
Solicitações – O presidente da Consecti, Alexandre Cardoso, defendeu uma interação maior da entidade com o MEC. “Precisamos sentar juntos para evitar que haja a sobreposição de ações”, disse, referindo-se a localidades que possuem atendimento semelhante proporcionado tanto pelo estado quanto pela União. De acordo com ele, é preciso diversificar a oferta de cursos técnicos e profissionalizantes.
Por Ana Guimarães do MEC

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